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EUA atacam infraestruturas civis iranianas; Teerão responde contra bases americanas no Golfo

Cartaz mostra Donald Trump deitado sobre um caixão, com mensagens contra Trump, na Praça da Revolução Islâmica, em Teerão, Irão, a 15 de julho de 2026
Cartaz mostrando Donald Trump deitado sobre o que parece ser um caixão, com mensagens anti-Trump, na Praça da Revolução Islâmica, Teerão, Irão. 15 de julho de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Vahid Salemi
Direitos de autor AP Photo/Vahid Salemi
De Evelyn Ann-Marie Dom
Publicado a Últimas notícias
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Num discurso em horário nobre, Trump disse que os EUA estavam a "vencer no Irão" e que os norte-americanos veriam "os frutos desse esforço". Porém, um acordo parece distante, à medida que os combates na região se intensificam.

Os Estados Unidos prolongaram os bombardeamentos aéreos contra o Irão pela sexta noite consecutiva, atingindo infraestruturas civis na madrugada de sexta-feira, segundo os meios de comunicação estatais iranianos, que referem pelo menos sete mortos.

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Os bombardeamentos dos Estados Unidos atingiram pontes em Bandar Khamir, cidade costeira iraniana no estreito de Ormuz, escreveu a televisão estatal no Telegram.

Os meios iranianos acrescentaram que os EUA atacaram também o aeroporto de Iranshahr, bem como uma estação ferroviária em Bandar Abbas.

O Comando Central dos EUA entretanto já confirmou ter atingido dezenas de alvos nos mais recentes bombardeamentos.

“As Forças dos EUA, incluindo aviões de combate, drones e navios de guerra, lançaram munições de precisão que atingiram dezenas de alvos militares iranianos, como locais de vigilância costeira e defesa aérea, infraestruturas de logística militar e capacidades marítimas”, lê-se num comunicado.

Em resposta ao ataque, o Irão afirmou ter visado infraestruturas militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait.

“Os ataques foram uma resposta aos crimes do inimigo arrogante e uma vingança pelo sangue dos mártires da pátria”, informou a televisão estatal iraniana.

O Qatar também relatou ataques na madrugada de sexta-feira, com explosões registadas enquanto o ministério da Defesa informou que o exército intercetou mísseis lançados contra o país. As autoridades indicaram que uma criança ficou ferida por queda de destroços.

Numa intervenção em horário nobre dirigida ao público norte-americano na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país está a obter grandes vitórias no Irão.

“Verão os frutos desse esforço muito em breve”, acrescentou.

Nos últimos meses, Trump tem repetidamente afirmado que a guerra contra o Irão estava a aproximar-se do fim. No entanto, a perspetiva de um acordo entre os dois lados parece distante, já que a mais recente escalada de combates pôs termo ao acordo provisório para acabar com a guerra contra o Irão e voltou a transformar o conflito numa guerra total na região.

Na quarta-feira, as forças armadas norte-americanas retomaram os ataques aéreos contra o Irão em plena luz do dia, enquanto Washington afirmava estar a intensificar a campanha destinada a limitar a capacidade de Teerão de ameaçar o transporte marítimo comercial no estreito de Ormuz.

O estreito foi inicialmente encerrado após o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, fazendo disparar os preços do petróleo, dos fertilizantes e de outros bens muito para além da região e dando ao Irão uma margem de manobra significativa nas negociações.

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