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"A Odisseia" faz história nas bilheteiras mundiais de Christopher Nolan

'The Odyssey', de Christopher Nolan, faz história nas bilheteiras mundiais
Filme ‘The Odyssey’ faz história nas bilheteiras mundiais de Christopher Nolan Direitos de autor  Universal Pictures
Direitos de autor Universal Pictures
De David Mouriquand
Publicado a Últimas notícias
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A adaptação de “A Odisseia” por Christopher Nolan somou 264 milhões de dólares em bilheteira mundial no primeiro fim de semana, a sua maior estreia internacional de sempre.

A Odisseia superou largamente as expectativas nas bilheteiras, com uma estreia mundial que estabeleceu novos recordes de fim de semana de abertura para Christopher Nolan.

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As primeiras projeções apontavam para uma receita de cerca de 200 milhões de dólares na bilheteira mundial, na sequência de fortes vendas antecipadas de bilhetes e sessões IMAX esgotadas.

Depois de um excelente fim de semana nas bilheteiras, A Odisseia ultrapassou as previsões ao arrecadar 264 milhões de dólares no fim de semana de estreia, segundo o estúdio Universal Pictures. Só na América do Norte, o filme fez 124,5 milhões de dólares, tornando-se a terceira maior estreia de 2026, atrás de Toy Story 5 (159 milhões) e de The Super Mario Galaxy Movie (131 milhões).

É um feito impressionante nos Estados Unidos, já que A Odisseia não é apenas uma adaptação de um épico grego com 2 700 anos, como tem ainda a temida classificação R, que reduz significativamente o público.

A Odisseia torna-se assim na melhor estreia internacional de sempre de Nolan, superando The Dark Knight Rises, de 2012, que somou 249 milhões de dólares na estreia mundial. Consegue também um arranque ainda mais forte do que o seu filme vencedor de Óscar em 2023, Oppenheimer (180 milhões), que terminou a carreira nas bilheteiras globais com 975 milhões de dólares.

A Odisseia terá custado 250 milhões de dólares e é a primeira longa-metragem filmada integralmente com câmaras IMAX.

“Christopher Nolan é o único realizador atualmente em atividade capaz de pegar numa história antiga como esta, reunir um elenco tão vasto e talentoso e transformá-la num acontecimento de cultura popular”, afirmou o escritor David A. Gross, da FranchiseRe, citado pela Variety. “Nolan tornou-se um talento único e singular, com um público fiel e entusiasta.”

Resta saber se o mais recente filme de Nolan chegará à fasquia de mil milhões de dólares, mas, tendo em conta que a principal concorrência só chega a 31 de julho com a estreia de Spider-Man: Brand New Day, as próximas duas semanas deverão reforçar o domínio do filme na bilheteira mundial.

Na nossa crítica à Odisseia, escrevemos: “Há muito para admirar no empreendimento colossal de Nolan e na forma como se afasta do universo homérico, preferindo um relato em que os domínios sobrenaturais são relegados para segundo plano, abrindo espaço a uma leitura modernista da psique de Ulisses.”

No entanto, apontámos problemas de montagem, ritmo e linhas temporais, falhas apenas compensadas pelo último ato. “Ainda assim, falta qualquer coisa. Não o brilho da realização, nem a ambição; falta antes um momento para respirar e sentir, numa viagem que por vezes parece um cumprimento rigoroso de um percurso de α a β a γ até ao Hades e de regresso.”

Leia aqui a crítica completa.

A Odisseia está em exibição nos cinemas de todo o mundo.

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