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Trump ameaça travar vendas da canadiana Bombardier no mercado dos Estados Unidos

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Presidente Donald Trump desembarca do Air Force One no aeroporto de Morristown, sexta-feira, 4 de setembro de 2026, em Morristown, Nova Jérsia.
Presidente Donald Trump desembarca do Air Force One no aeroporto de Morristown, sexta-feira, 4 de setembro de 2026, em Morristown, Nova Jérsia -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Nathan Rennolds
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Em janeiro, Trump também ameaçou retirar a certificação aos aviões da Bombardier, indignado com o que descreveu como a recusa do Canadá em certificar determinados aparelhos Gulfstream fabricados nos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu esta segunda-feira o fabricante aeronáutico canadiano Bombardier de que deixará de poder vender nos EUA se não iniciar produção no país, num novo episódio da crescente guerra comercial entre Washington e Ottawa.

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Numa publicação na rede Truth Social, Trump escreveu: “Chega de vender Bombardier nos Estados Unidos!”

“Os seus produtos não são suficientemente bons!” prosseguiu, alegando que a empresa vive de “compradores americanos, empresas americanas, aeroportos americanos e serviços americanos”.

Acrescentou: “Se querem o nosso mercado, têm de produzir aqui e deixar de tratar a América como um ‘mealheiro’.”

Não é a primeira vez que o presidente tem a empresa debaixo de olho.

Em janeiro, ameaçou aplicar uma tarifa de 50% a todas as aeronaves vendidas aos EUA e retirar a certificação aos aviões Bombardier, ao contestar o que descreveu como a recusa do Canadá em certificar determinados aparelhos Gulfstream fabricados nos Estados Unidos.

A Bombardier foi fundada em 1942 por Joseph-Armand Bombardier para comercializar e vender as suas motas de neve e, mais tarde, outros “veículos para neve”. A empresa entrou no setor aeroespacial em 1986, após comprar a Canadair, que construía o jato executivo “Challenger”.

Estados Unidos e Canadá em guerra comercial

O caso insere-se numa disputa comercial em crescendo entre os Estados Unidos e o Canadá.

A disputa, marcada por sucessivas medidas de retaliação, reacendeu-se no mês passado, depois de negociações sobre um acordo para evitar direitos elevados sobre alguns produtos canadianos terem colapsado, com ambas as partes a acusarem-se de tentar introduzir alterações de última hora.

Na sequência do fracasso das negociações, entraram em vigor, no final de agosto, direitos de 50% dos EUA sobre cerca de 28 mil milhões de dólares canadianos em bens do Canadá, levando Ottawa a anunciar medidas de retaliação sobre aproximadamente 27,6 mil milhões de dólares canadianos em importações provenientes dos Estados Unidos.

As tarifas norte-americanas abrangem produtos que vão desde sticks de hóquei a vinho e cimento.

O governo canadiano afirmou que as taxas de retaliação, que deverão entrar em vigor na terça-feira, se irão concentrar em setores como o aço e o alumínio, eletrodomésticos, lacticínios, máquinas agrícolas, plásticos, pasta de papel e eletrónica.

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