Partido Social-Democrata venceu sufrágio com 28,4%, segundo projeção da televisão pública sueca. Bloco de centro-esquerda soma 51,3% dos votos. Partido Moderado, conservador, do atual primeiro-ministro, ficou em segundo à frente dos nacionalistas de direita radical Democratas Suecos, que caem 3%.
O Partido Social-Democrata é o grande vencedor das eleições parlamentares na Suécia, segundo as projeções avançadas pela televisão pública sueca (SVT), citadas pelo jornal Dagens Nyheter.
Apesar de ter sofrido uma quebra de 1,9% em comparação com a eleição de 2022, a formação política de centro-esquerda obteve 28,4% dos votos, à frente do Partido Moderado (18,1%) do atual primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson e dos Democratas Suecos, de direita radical (17,2%), que caem mais de 3% relativamente ao último escrutínio eleitoral (20,5%).
A confirmarem-se estes resultados, será a primeira vez que a extrema-direita perde votos desde que entrou no parlamento sueco em 2010.
Na quarta posição ficou o Partido da Esquerda, reunindo 8% das preferências do eleitorado. Em conjunto, as forças de esquerda somam 51,3% da votação contra 46,8% do bloco de direita, o que deverá tornar Magdalena Andersson, líder dos sociais-democratas, a primeira mulher a ser eleita primeira-ministra da Suécia.
Um dos prováveis parceiros de um futuro executivo chefiado por Andersson é o partido ambientalista Verdes, que conseguiu 7,4%, logo atrás do Partido do Centro (7,5%).
De acordo com as sondagens à boca das urnas, os Liberais terão chegado aos 5,4% e ultrapassado a barreira que lhes permite entrar no parlamento. Trata-se de um desempenho bem acima do que era vaticinado no início deste ano e que também representa uma subida face aos resultados das eleições de 2022 (4,6%).
Extrema-direita perde força
Ulf Kristersson liderava um governo minoritário numa coligação em que participavam o seu próprio Partido Moderado, os Democratas Cristãos e os Liberais. No parlamento tinha o apoio dos Democratas Suecos, que têm vindo a ganhar cada vez mais influência na cena política do país.
Kristersson até tinha admitido que, após as eleições, poderia ir mais longe e formar uma coligação governamental de que os Democratas Suecos seriam parte integrante. Um cenário desse tipo corresponderia a um marco histórico para a extrema-direita, já que o partido passaria a ter, pela primeira vez, participação direta no governo, confirmando ao mesmo tempo o papel cada vez mais importante na definição da agenda política do país.
A eleição, ainda assim, mostra que a extrema-direita perdeu força e não terá condições para figurar no próximo executivo da Suécia.