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Portugal prepara-se para subida das temperaturas e provável onda de calor

Pessoas no Cais das Colunas em Lisboa, em julho, durante período de temperaturas altas em Portugal
Pessoas no Cais das Colunas em Lisboa, em julho, durante período de temperaturas altas em Portugal Direitos de autor  AP Photo/Armando Franca
Direitos de autor AP Photo/Armando Franca
De Lina Ferreira
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Em Portugal, a temperatura pode chegar perto dos 38 °C no Alentejo e Vale do Tejo. A culpa é de um anticiclone a norte dos Açores.

Portugal vai registar um gradual aumento de temperaturas a partir deste sábado, com o tempo mais quente do que é habitual nesta altura. O aviso é do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que fala mesmo na probabilidade de uma onda de calor.

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“Este episódio de tempo quente será caracterizado essencialmente pela duração do mesmo, com elevada probabilidade de vir a configurar uma onda de calor em grande parte do território”, diz o IPMA em comunicado.

O documento explica que uma onda de calor acontece quando, “num período de 6 dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5 °C ao valor médio das temperaturas máximas diárias”.

Assim, espera-se que as temperaturas possam chegar a mais de 30 °C no território continental. Em alguns locais, como Lisboa e Vale do Tejo, pode mesmo aproximar-se do 38 °C.

A temperatura mínima também vai subir, mantendo-se acima dos 20 °C em alguns locais do Alto Alentejo, Beira Baixa, vale do Tejo e sotavento algarvio.

“Apesar dos valores previstos da temperatura máxima serem menos elevados que os registados em alguns episódios neste verão, serão substancialmente superiores aos valores médios para a 2ª quinzena de setembro”, diz o comunicado.

O tempo quente deve-se “influência de um anticiclone localizado a norte dos Açores, que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia”. Este vai transportar “uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica”.

Em julho, Portugal já tinha registado temperaturas anómalas, com avisos vermelhos na maior parte do país e a declaração de uma situação de alerta por parte do Governo. Uma situação que se estendeu ao resto do continente europeu, durante o mês de julho.

Um relatório da organização sem fins lucrativos Climate Central concluiu que o continente foi “zona mais anormalmente quente do planeta”. Quase nove em cada dez europeus viveram um mês inteiro de “calor perigoso”.

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