Com um novo treinador, a equipa pareceu uma sombra daquela que jogou cinco partidas do Mundial sem uma única derrota no tempo regulamentar e foi a grande sensação da prova. Vozinha teve culpas no terceiro golo dos malianos.
Terá algum druida cabo-verdiano encontrado uma "poção mágica", à semelhança da dos irredutíveis gauleses da aldeia de Astérix, que fez efeito durante o último Mundial e deixou de funcionar passada a grande prova?
Vozinha, elevado ao estatuto de estrela ao longo dos cinco jogos que a equipa do arquipélago fez no Mundial disputado em junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México, tinha já desiludido nos primeiros jogos ao serviço dos chilenos do Colo-Colo.
Agora, o guarda-redes de 40 anos voltou a ser apontado no jogo que os cabo-verdianos perderam por 3-1 face ao Mali, na estreia na qualificação para a Taça das Nações Africanas (CAN) do próximo ano.
Neste primeiro jogo de Humberto Bettencourt no comando dos "Tubarões Azuis", a equipa pareceu uma sombra daquela que, então sob a batuta de Bubista, não perdeu um único jogo do Mundial no tempo regulamentar.
O Mali, orientado pelo português Tony da Silva, abriu o marcador logo aos 5 minutos por Martial Tia, mas cinco minutos depois foi Sidny Lopes Cabral, autor daquele que foi eleito o melhor golo do Mundial, contra a Argentina, a empatar a partida com um golo de livre direto.
Mas Dorgeles Néné, avançado do Fenerbahçe, haveria de selar a partida com dois golos que deram a vitória aos malianos, com culpas de Vozinha no golo do 3-1, ao deixar a baliza aberta numa tentativa de afastar o perigo.
Também Angola se estreou nesta qualificação para a CAN. Os "Palancas Negras" foram ao Cairo empartar a zero bolas com uma das equipas favoritas, o Egito onde brilha Mohamed Salah.
A CAN 2027 irá disputar-se em junho e julho no Quénia, Tanzânia e Uganda.