Loader
Encontra-nos
Publicidade

Alemanha revê em alta previsão do PIB com economia a resistir à guerra do Irão

A ministra da Economia alemã, Katherina Reiche, apresenta a previsão económica de outono do governo federal em Berlim, Alemanha, na quinta-feira, 8 de outubro de 2026.
A ministra alemã da Economia, Katherina Reiche, apresenta em Berlim, na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, as previsões económicas federais para o outono. -  Direitos de autor  Kay Nietfeld/dpa via AP
Direitos de autor Kay Nietfeld/dpa via AP
De Doloresz Katanich com AFP
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

O governo reviu em alta a previsão de crescimento anual para 1,3%, face aos 0,5% estimados em abril, depois de a economia alemã se mostrar mais resiliente do que o previsto

Prevê-se que o comércio externo impulsione a maior economia europeia este ano.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Exportações mais fortes levaram o governo alemão, na quinta-feira, a mais do que duplicar a previsão de crescimento para este ano, ao afirmar que a economia resistiu ao choque energético provocado pela guerra com o Irão e está a beneficiar do boom global da inteligência artificial.

A melhoria das perspetivas poderá aliviar a pressão sobre o chanceler Friedrich Merz, alvo de críticas por não ter feito o suficiente para relançar uma economia estagnada há vários anos.

“A economia alemã revelou-se mais robusta do que o projetado na primavera”, afirmou a ministra da Economia, Katherina Reiche, ao apresentar as novas previsões.

“Apesar das incertezas geopolíticas, apesar de um choque global dos preços da energia, apesar do encerramento do estreito de Ormuz e apesar das tarifas, a economia conseguiu entrar numa trajetória de recuperação”, declarou em conferência de imprensa.

A economia alemã enfrentou anos de estagnação, num contexto de fraca procura externa, custos elevados da energia, tarifas dos Estados Unidos e concorrência chinesa, embora os indicadores mais recentes sugiram que está a começar a recuperar.

Reiche afirmou que importadores estrangeiros se apressaram a acumular produtos alemães como aço, fertilizante e alumínio nos meses que se seguiram ao início da guerra com o Irão, dando apoio ao crescimento.

O governo espera que as exportações cresçam 3,7% este ano, invertendo uma queda de 0,9% em 2025.

Os fornecedores alemães estão também a beneficiar da “tendência global de investimento em inteligência artificial”, acrescentou.

O boom na construção de centros de dados fez disparar as encomendas de equipamento fabricado na Alemanha, como lasers, máquinas de semicondutores e sistemas de arrefecimento, explicou.

O ministério da Economia aumentou ainda a previsão de crescimento para 2027 para 1,1%, face a 0,9% anteriormente, e indicou que o aumento da despesa pública em defesa e infraestruturas deverá apoiar a economia nos próximos anos. Espera-se que o crescimento abrande para 0,6% em 2028.

Mas advertiu que o consumo das famílias deverá manter-se contido, uma vez que o aumento dos custos da energia está a fazer subir os preços ao consumidor. A inflação na Alemanha atingiu 3,3% em setembro, o valor mais elevado em quase três anos.

O ministério prevê que a inflação se situe em média nos 2,7% este ano e suba para 3,0% em 2027, enquanto se espera que a despesa das famílias aumente apenas 0,3% e 0,5%, respetivamente, em termos reais.

Tal como noutros países, a Alemanha tem registado uma forte subida dos custos dos combustíveis numa altura de guerra com o Irão, o que levou o governo, na semana passada, a anunciar um corte temporário no imposto sobre os combustíveis para aliviar os custos para os condutores.

A previsão oficial de crescimento para 2026 está em linha com as estimativas recentes dos principais institutos de investigação económica da Alemanha.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

OE2027 chega ao Parlamento com viabilização garantida pelo PS

Economias do Golfo encolhem apesar do petróleo caro, diz Banco Mundial

UE pode atingir dívida de €1 bilião até 2027, alertam auditores