Encontra-nos
Publicidade

Ministério Público espanhol pede a Supremo para manter "lei dos netos"

Uma mulher prepara-se para votar nas eleições legislativas de 2019, numa assembleia de voto em Madrid, a 28 de abril de 2019
Mulher prepara-se para votar nas legislativas de 2019, numa assembleia de voto em Madrid, a 28 de abril de 2019 -  Direitos de autor  Bernat Armangué / AP
Direitos de autor Bernat Armangué / AP
De Javier Iniguez De Onzono
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

O Supremo Tribunal prevê decidir já este fim de semana sobre as medidas cautelares relativas a este ponto da Lei da Memória Democrática, dado que o recenseamento eleitoral encerra na segunda-feira, dia 12. Até 170 mil pessoas podem ficar sem direito de voto se não forem aplicadas.

A Procuradoria contesta medidas cautelares do Supremo Tribunal adotadas na sequência dos recursos apresentados contra a chamada “lei dos netos”, uma disposição adicional da Lei da Memória Democrática de 2022, aplicável a quem nasceu fora de Espanha e descende diretamente de exilados políticos ou de pessoas perseguidas por motivos como a sua orientação sexual.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O Ministério Público pede que lhes seja garantido o direito de voto nas próximas eleições legislativas antecipadas, marcadas para 29 de novembro.

Se se mantiver, a suspensão cautelar implica retirar o direito de voto a todos os nacionalizados ao abrigo desta disposição.

A chamada “lei dos netos” tem sido muito criticada pela oposição conservadora, que considera que pode condicionar os resultados eleitorais, por ser pouco rigorosa no controlo de quem obtém a nacionalidade e em que círculo eleitoral vota. O Supremo deverá aprovar a decisão final antes do dia 12 (data em que encerra o recenseamento eleitoral devido à antecipação das legislativas).

Numa nota informativa, a Junta Eleitoral Central (JEC) já tinha pedido supervisão dos critérios seguidos pelos diferentes consulados espanhóis para fixar o município de inscrição, sobretudo quando existe uma alteração de localidade em relação à última residência em Espanha da família ou do próprio requerente.

A JEC acolheu parcialmente as reclamações dos ultradireitistas do Vox, defendendo que se estabelecessem critérios homogéneos para determinar o município de recenseamento de cada um dos abrangidos, reforçando as regras mas sem proceder a uma alteração legislativa.

Até 170 mil pessoas podem ficar sem direito de voto caso o Supremo mantenha as medidas cautelares.

Os serviços jurídicos do Estado já tinham alertado para a impossibilidade de rever a legalidade de cada um dos processos, mesmo quando estava fixado como limite 1 de janeiro de 2027, numa altura em que ainda não estava em cima da mesa a antecipação eleitoral.

A Iustitia Europa, uma das acusações particulares, vai mais longe e pediu ao Supremo que suspenda as eleições legislativas “durante o período constitucionalmente disponível e estritamente indispensável”, com base no referido parecer da Advocacia do Estado, que agora considera impossível concluir essa revisão dos processos a tempo.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Espanha: manifestantes em Madrid lamentam pensionista despejada Maricarmen Abascal

Maquinistas espanhóis exigem novas regras de segurança ferroviária após tragédia de Urda

Autoridades espanholas não excluem ainda mais vítimas no acidente ferroviário de Urda