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Última hora. Robert E. Hall e Michael Woodford vencem Prémio Nobel da Economia de 2026

Prémio Nobel da Economia de 2026
Prémio Nobel da Economia de 2026 -  Direitos de autor  Niklas Elmehed / Academia Real Sueca de Ciências
Direitos de autor Niklas Elmehed / Academia Real Sueca de Ciências
De Ema Gil Pires & Euronews
Publicado a •Últimas notícias
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A distinção foi atribuída aos dois norte-americanos pelo desenvolvimento de "novos modelos macroeconómicos que melhoraram significativamente" a capacidade das sociedades "de implementar políticas de estabilização eficazes", segundo a Academia Real Sueca de Ciências.

Os norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford são os vencedores do Prémio Nobel da Economia de 2026 pela sua investigação sobre as "bases microeconómicas da estabilização macroeconómica", segundo o anúncio feito, esta segunda-feira, pela Academia Real Sueca de Ciências.

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Em comunicado divulgado pela entidade, destaca-se que os laureados deste ano "desenvolveram novos modelos macroeconómicos que melhoraram significativamente" a capacidade das sociedades "de implementar políticas de estabilização eficazes".

"Com base nestes modelos", elabora a Academia Real Sueca de Ciências, "medidas de política fiscal e monetária adotadas no momento adequado podem atenuar os altos e baixos da economia", justificando, dessa forma, a atribuição do Prémio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel aos dois norte-americanos.

Em particular, detalhou a Academia, "Robert E. Hall e Michael Woodford receberam o prémio deste ano em ciências económicas por terem demonstrado como os modelos económicos poderiam ser reformulados para revitalizar a política de estabilização". Desta feita, em vez de "basearem os modelos em relações estatísticas entre variáveis macroeconómicas, tais como a inflação, a produção e o consumo", os dois especialistas "optaram por construí-los sobre uma base microeconómica".

Tal inclui, refere o comunicado de imprensa**, "a compreensão de como a globalidade das famílias e das empresas, individualmente,** afeta a economia através das suas ações".

Na sua explicação, a entidade responsável pela atribuição do Nobel da Economia esclarece que um "elemento central destes modelos é o facto de as famílias e as empresas terem uma visão prospetiva ao tomarem decisões sobre poupanças ou preços dos produtos". Portanto, quando "os governos e os bancos centrais comunicam os seus planos de política económica, podem influenciar essa visão do futuro e conduzir a economia na direção certa".

"O trabalho dos laureados proporcionou-nos uma base teórica sólida para os modelos que são agora utilizados pelos bancos centrais e governos em todo o mundo. Com eles, estamos mais bem preparados para lidar com choques na economia, tais como crises energéticas ou alterações repentinas nos níveis de consumo das famílias", afirma John Hassler, presidente do Comité do Prémio de Ciências Económicas, na nota de imprensa.

A Academia Real Sueca de Ciências sublinha também que, desde que foram introduzidos, "os novos modelos têm-se revelado extremamente úteis para lidar com as recessões económicas" que têm afetado as sociedades contemporâneas.

O Prémio Nobel da Economia é o único Prémio Nobel que não faz parte dos cinco originais criados no testamento do cientista sueco Alfred Nobel, que morreu em 1896.

Foi criado, em vez disso, através de uma doação do Banco Central da Suécia em 1968, o que levou os críticos a designá-lo como "um falso Nobel".

Mas, tal como acontece com os Prémios Nobel da Química e da Física, a Academia Real Sueca de Ciências escolhe o vencedor e segue o mesmo processo de seleção.

Tal como os outros prémios Nobel, o prémio de Economia consiste num diploma, numa medalha de ouro e num cheque no valor de 1,2 milhões de dólares (um milhão de euros).

Os laureados receberão os seus prémios em cerimónias oficiais a 10 de dezembro, data do aniversário da morte, em 1896, do cientista Alfred Nobel, que criou os prémios no seu testamento.

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