A Direção-Geral de Informações da Ucrânia afirma que o petroleiro "DF Peak" está envolvido no transporte de petróleo bruto russo e que está associado à empresa de navegação Sovcomflot.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou na segunda-feira que a Marinha francesa tinha intercetado e abordado um petroleiro suspeito de estar envolvido em atividades de tráfico ilegal de combustível.
A operação decorreu a 450 milhas náuticas a sul da ilha da Reunião, no Oceano Índico, segundo Macron.
"A nossa Marinha Francesa abordou o petroleiro DF Peak, suspeito de navegar sob bandeira falsa e de estar envolvido em atividades ilícitas de tráfico de combustível", escreveu numa publicação nas redes sociais, partilhando também imagens de vídeo que parecem mostrar tropas a descerem de rapel para o navio.
Acrescentou ainda que França continua "determinada a combater a 'frota fantasma', onde quer que ela se encontre no mundo".
Catherine Vautrin, ministra das Forças Armadas de França, felicitou os participantes na operação e afirmou que as forças armadas francesas estavam a escoltar o DF Peak para a realização de novas verificações, sob a autoridade do prefeito da ilha da Reunião.
A Direção-Geral de Informações (GUR) da Ucrânia afirma que o navio está envolvido no transporte de petróleo bruto russo e que está associado à empresa de navegação Sovcomflot.
O navio foi construído em 2006 e já navegou sob várias bandeiras, segundo a GUR.
Em junho, as forças francesas também intercetaram o petroleiro 'Deliver', pertencente à frota fantasma russa, enquanto este navegava ao largo da costa da Sicília "em violação do direito marítimo", anunciou Macron na altura.
A frota fantasma da Rússia permite ao país contornar as sanções ocidentais sobre o seu setor energético, que o impedem de fretar ou segurar petroleiros, a menos que cumpra determinadas restrições.
A frota fantasma contorna estas restrições recorrendo a estruturas complexas de propriedade, bandeiras de conveniência e outras táticas destinadas a ocultar a origem da sua carga.
Vários outros países europeus relataram ter intercetado navios da frota fantasma russa nos últimos meses.