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Ucrânia e Rússia dizem que aplicações de alerta para ataques aéreos foram alvo de ciberataques

Homem tira uma selfie com o smartphone onde aparece a aplicação “Air Alert”, em Kiev, 27 de março de 2023
Homem tira fotografia a si próprio segurando smartphone com aplicação “Air Alert”, em Kiev, 27 de março de 2023 -  Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Ciberataques ocorreram quando a mais longa trégua da guerra, limitada à região oriental de Kherson, na Ucrânia, terminou no domingo, após a Rússia recusar a proposta de prolongamento, segundo Kiev.

A Ucrânia afirmou no domingo suspeitar que o seu sistema de alerta para ataques aéreos tinha sido comprometido, depois de terem surgido na aplicação avisos infundados sobre uma ameaça de radiação.

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E, horas mais tarde, a Rússia anunciou que a sua aplicação de alertas de emergência foi alvo de um “enorme ataque informático” na segunda-feira, numa aparente troca de golpes.

O ministério para situações de emergência de Moscovo afirmou que piratas informáticos publicaram “informações falsas” na aplicação, concebida para alertar o público para ataques com drones e outras ameaças.

Os ataques informáticos ocorreram numa altura em que a trégua mais longa da guerra, limitada à região oriental de Kherson, na Ucrânia, terminou no domingo depois de a Rússia recusar a proposta de prolongamento, segundo Kiev.

Moscovo não especificou de imediato quem estava por detrás do ataque à sua aplicação, enquanto o Centro de Comunicações Estratégicas SPRAVDI, da Ucrânia, atribuiu à Rússia o ataque informático de que foi alvo.

A rara pausa nos combates, negociada pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, e iniciada na madrugada de terça-feira, permitiu uma missão humanitária à cidade de Oleshky, ocupada pela Rússia, numa altura em que a guerra avança para o quinto ano.

Edifício residencial danificado por ataques russos durante um cessar-fogo local relacionado com uma missão de ajuda humanitária em Oleshky, 29 de outubro de 2026
Edifício residencial danificado por ataques russos durante um cessar-fogo local relacionado com uma missão de ajuda humanitária em Oleshky, 29 de outubro de 2026 AP Photo

“O cessar-fogo, que esteve em vigor de 27 de outubro a 1 de novembro, terminou”, declarou o comissário para os Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets.

Descreveu a trégua temporária como “um passo importante nos nossos esforços humanitários conjuntos” com a Rússia.

Negociações mediadas pelos EUA entre Rússia e Ucrânia deverão ser retomadas este mês, depois de terem ficado praticamente congeladas desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irão em fevereiro.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyyy, afirmou no domingo que o país deixará de atacar refinarias de petróleo russas, como tem exigido o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, se Washington fornecer a Kiev potentes mísseis intercetores Patriot.

Alerta falso de radiação

O governador regional de Kherson, Oleksandr Prokudin, alertou a população local para que fosse particularmente vigilante quando o cessar-fogo terminasse e para que “respondesse de imediato aos avisos sobre ataques russos”.

“A aplicação Air Alarm terá provavelmente sido alvo de interferência hostil”, afirmou a força aérea ucraniana numa mensagem. “Não existe qualquer ameaça de radiação.”

O porta-voz da força aérea, Yuriy Ignat, confirmou à agência de notícias AFP que a aplicação tinha sido pirateada.

Horas mais tarde, o ministério russo para situações de emergência afirmou que as suas equipas estavam a trabalhar para resolver um “enorme ataque informático” que “permite aos atacantes enviar informações falsas ao público”.

Voluntários da Cruz Vermelha transportam numa maca um homem com deficiência para uma ambulância durante uma evacuação em Oleshky, 29 de outubro de 2026
Voluntários da Cruz Vermelha transportam numa maca um homem com deficiência para uma ambulância durante uma evacuação em Oleshky, 29 de outubro de 2026 AP Photo

Ataques a instalações petrolíferas

A Rússia e a Ucrânia trocaram ataques no domingo.

A Rússia afirmou que um drone atingiu uma “empresa industrial” a leste de Moscovo durante a noite, enquanto meios de comunicação ucranianos referiram que Kiev atacou a refinaria de petróleo de Kstovo.

Kiev tem atacado repetidamente instalações russas de petróleo e gás, numa ação que diz ser uma retaliação justa pelos ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana.

Trump tem pressionado Kiev para pôr fim aos ataques, culpando-os pela subida dos preços do gasóleo que analistas atribuem à guerra com o Irão.

Zelenskyy afirmou no canal Fox News, no domingo, que disse a Trump e à sua equipa: “Se querem que não ataquemos as refinarias da Rússia, eles não devem atacar o nosso sistema energético.”

“Outra alternativa, deem-nos mísseis Patriot”, disse.

O ministério da Energia da Ucrânia comunicou no domingo novas falhas de eletricidade em todo o país, incluindo em Kiev, após ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana.

Outras fontes • AFP

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