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Itália reúne serviços de inteligência após ciberataques a arcas frigoríficas na Europa

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Congeladores de supermercados na Bélgica e na Suécia sofrem ataque informático – 2 de novembro de 2026
Pirateiam congeladores de supermercado na Bélgica e na Suécia – 2 de novembro de 2026 -  Direitos de autor  AP Photo
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De Simon Ormiston
Publicado a •Últimas notícias
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A UE afirma que os ciberataques são uma tentativa deliberada de perturbar a cadeia de abastecimento alimentar, mas o responsável romeno pela cibersegurança considera‑os “semi-amadores”

Governo italiano realizou reuniões de emergência com responsáveis dos serviços de informação na terça-feira, depois de ciberataques a sistemas de congelação de supermercados terem atingido pelo menos 11 países europeus nos últimos dias.

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Supermercados de pelo menos 10 países da UE, incluindo Alemanha, Itália e Países Baixos, foram obrigados a deitar fora alimentos depois de as temperaturas terem subido nos seus frigoríficos e congeladores. O Reino Unido também foi afetado.

Ninguém reivindicou a autoria e o motivo continua desconhecido.

O governo italiano afirmou que o impacto até agora foi “muito limitado” e que apenas estabelecimentos com sistemas de segurança obsoletos foram afetados. Cerca de 20 lojas foram dadas como atingidas em todo o país.

Mesmo assim, ministros reuniram com responsáveis dos serviços de informação e com a Agência Nacional de Cibersegurança de Itália, que emitiu recomendações técnicas às cadeias de retalho sobre como proteger os seus sistemas.

Giuseppe Spadaro, diretor de um grupo que gere supermercados Coop na Sicília, disse que quatro das suas 300 lojas tinham sido atingidas. “Tivemos de deitar tudo fora. As prateleiras estão vazias”, afirmou ao jornal Corriere della Sera.

O porta-voz da UE Thomas Regnier afirmou que as agências da União Europeia estavam a trabalhar com as autoridades nacionais numa resposta conjunta. “Isto não são incidentes isolados e, naturalmente, temos de ser coletivamente resilientes e preparados para este tipo de incidentes cibernéticos”, disse.

Na segunda-feira, o comissário europeu para a Alimentação e Agricultura, Christophe Hansen, classificou os ataques como “uma tentativa deliberada de perturbar a nossa cadeia de abastecimento alimentar”.

O responsável máximo pela cibersegurança da Roménia teve uma leitura diferente. Seis estabelecimentos romenos foram afetados, mas Dan Cimpean, diretor da Direção Nacional de Cibersegurança do país, afirmou: “Parece semi-amador. Não suspeitamos, em circunstância alguma, que se trate de um ator estatal”.

No Reino Unido, o responsável máximo do National Cyber Security Centre, Richard Horne, disse à BBC que o problema afetou “toda a cadeia de abastecimento alimentar” e que houve alguns casos em que “tecnologias vulneráveis foram exploradas”.

Na Alemanha, quatro lojas foram atingidas. Na Suécia, a cadeia Coop disse que as suas sete lojas afetadas tinham regressado à normalidade e que o equipamento em causa estava ligado através de antigas redes móveis 4G.

A Bélgica esteve entre os países mais atingidos e os procuradores federais abriram uma investigação. Centenas de supermercados franceses foram alvo de um ataque semelhante no mês passado.

Os sistemas de refrigeração dos supermercados estão muitas vezes ligados à internet, permitindo que empresas contratadas os monitorem e reparem à distância. Investigação recente da empresa de segurança Forescout identificou quase 13 000 serviços de controlo de refrigeração acessíveis abertamente online em 99 países

Outras fontes • AFP

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