O Tribunal Regional de Katowice decretou a prisão preventiva do deputado por 88 dias. O político foi detido pela polícia na própria sala de audiências, depois de o tribunal aceitar o recurso da Procuradoria Europeia.
A detenção de Wojciech Król (o deputado concordou com a divulgação do apelido) ocorreu na quinta-feira, durante uma sessão do Tribunal Regional de Katowice. O tribunal analisava o recurso do Ministério Público Europeu contra uma decisão anterior do Tribunal de Comarca Katowice-Leste, que não autorizara a aplicação da prisão preventiva ao deputado.
Desta vez, o tribunal de segunda instância acolheu a argumentação da acusação e decidiu que Wojciech Król ficará em prisão preventiva durante 88 dias.
Deputado Wojciech Król: quatro acusações do Ministério Público Europeu
Contra Wojciech Król foram formuladas, no total, quatro acusações. O Ministério Público Europeu suspeita que tenha cometido crimes de corrupção e fraude em concursos ligados à modernização da infraestrutura de elétricos na área da Metrópole Górnośląsko-Zagłębiowska.
Segundo os investigadores, o deputado terá recebido vantagens patrimoniais de empresários. Entre elas figuram, nomeadamente, uma viagem à Tailândia e a possibilidade de utilizar uma vivenda avaliada em 3,8 milhões de zlotys.
O Ministério Público pediu ao tribunal a aplicação de prisão preventiva ao parlamentar. O tribunal de primeira instância considerou, porém, que uma medida de coação tão severa não era necessária. Os investigadores recorreram desta decisão e o Tribunal Regional de Katowice concordou com a sua posição.
O caso de Wojciech Król foi remetido ao Sejm (câmara baixa do Parlamento da Polónia) primeiro em julho e depois em setembro. O parlamento levantou por duas vezes a imunidade do deputado.
O político foi igualmente suspenso dos direitos de membro do grupo parlamentar da Coligação Cívica. Com a suspensão, perdeu o cargo de vice-presidente do grupo.
Deputado nega as acusações
Wojciech Król não admite ter cometido os factos que lhe são imputados. O processo relativo às suspeitas de corrupção e irregularidades em contratos públicos continua em curso.