EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

Cuanza sul, um mercado abastecedor de Angola

Cuanza sul, um mercado abastecedor de Angola
Direitos de autor 
De  Euronews
Partilhe esta notícia
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Potencial agroindustrial da região atrai cada vez mais investidores

PUBLICIDADE

A província de Cuanza sul, um dos mercados abastecedores de Angola, é conhecida pela grande variedade culturas e de gado. Graças a alguns investimentos de relevo, permite ao país diversificar a economia e autoabastecer-se, através de uma combinação de projetos de mega e pequenos produtores agrícolas.

O projeto "Aldeia Nova" apoia-se em 700 pequenos agricultores e respetivas famílias em 14 aldeias próximas. Financiado pelo Governo angolano, em conjunto com um grupo israelita, fornece os animais e os alimentos, remunerando os trabalhadores em função da produtividade e deduzindo os custos.

"Temos o cuidado de dividir igualmente o trabalho entre homens e mulheres. Temos em consideração o ambiente, a qualidade e honestidade. Pagamos a tempo e horas e o que cada qual merece", explicou, em entrevista à Euronews, Kobi Trivizki, responsável pelo projeto "Aldeia Nova" no terreno.

Por dia são produzidos seis mil litros de leite, usado em manteiga, queijos, gelados e iogurtes.

A produção de carne traduz-se em seis toneladas por semana, mas é o número de ovos que mais impressiona: 250 mil por dia.

Por ano, a "Aldeia Nova" também vende 1 milhão de litros de óleo de soja.

Graças à melhoria da rede rodoviária e de outras infraestruturas, o projeto "Aldeia Nova" consegue competir com grandes produtores em supermercados de Luanda e de outras cidades. Uma vitória, com sabor especial, para as centenas de agricultores que trabalham em Cuanza sul, como Júlio Miguel.

"É preciso ter responsabilidade porque a empresa, ao atribuir-nos os animais, precisa que tudo funcione devidamente, com ordem e disciplina, desenvolvendo-se uma relação de confiança. É dessa forma que conseguimos os rendimentos para poder sustentar a família, os filhos na escola e a casa. Cada agricultor tem direito a dois ou três hectares de terra", sublinhou Júlio Miguel, que se dedica a criar galinhas e vender os ovos através do projeto "Aldeia Nova."

O investimento internacional de uma empresa israelita revelou-se tão fundamental como as práticas de gestão de Kobi Trivizky, que potenciou um sentimento de confiança e compromisso entre os agricultores. Kobi, que cresceu num "Kibutz", contou à Euronews como é que isso o ajuda na atualidade: "Essa forma de coletividade comunitária educou-me para perceber as necessidades dos outros. Educou-me para as coisas funcionarem, para perceber de agricultura e pensar nas pessoas ao redor, não apenas em mim mesmo."

Cuanza sul, um viveiro de oportunidades de negócio

Para os investidores que conhecem o mercado local, não faltam oportunidades na agricultura e setores relacionados, tendo em conta a melhoria das infraestruturas.

"Houve um grande esforço e sinto isso como investidor estrangeiro. Sinto uma mudança. Maior apoio, nas infraestruturas, na eletricidade. Há novas barragens", disse à Euronews, Eduardo Lima, country manager da LonAgro, revendedor oficial da John Deere.

Pequenos projetos convivem com gigantes, como a Fazenda de Santo António, que se estabeleceu na região há mais de uma década. Depois de um investimento de 45 milhões de euros, e com mais 10 milhões planeados, é a maior quinta irrigada de Angola, com cinco mil hectares de cultivo e 1200 cabeças de gado.

José Alexandre Silva, responsável pela Fazenda de Santo António, sublinhou os atrativos do Cuanza sul: "No Cuanza sul encontramos o bom tempo e a água. Há dois rios aqui. Encontramos o clima e a altitude, que são muito importantes. Podemos ter a melhor carne de porco, de vaca e o melhor milho para alimentar Angola."

Acrescentou que há imenso potencial de crescimento: "O que queremos é que as pessoas venham investir aqui porque precisamos de cerca de 200 quintas como esta para que Angola possa ser autosuficiente."

Enfrentando os desafios, as empresas internacionais estão a avançar em Angola, para ficar um passo à frente da concorrência.

Partilhe esta notícia