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Bolsas disparam e petróleo recua com sinais de Trump sobre conversações com o Irão

Uma pessoa observa um painel eletrónico de cotações com o gráfico do índice Nikkei japonês, numa corretora de valores em Tóquio, segunda-feira, 23 de março de 2026.
Uma pessoa observa, a 23 de março de 2026, em Tóquio, o painel eletrónico com o gráfico do índice Nikkei, numa sociedade de corretagem. Direitos de autor  AP Photo/Eugene Hoshiko
Direitos de autor AP Photo/Eugene Hoshiko
De Doloresz Katanich com AP
Publicado a Últimas notícias
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Preços do petróleo recuam mais de 4% e bolsas europeias sobem com possibilidade de desescalada na guerra com o Irão.

As bolsas europeias abriram em alta esta quarta-feira, em linha com um sentimento mais otimista na Ásia, impulsionado sobretudo pela esperança de que os Estados Unidos possam estar envolvidos em conversações com o Irão, numa altura em que Washington envia milhares de militares para o Médio Oriente, ainda sem uma decisão firme sobre um eventual envio de tropas para o terreno.

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O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que estavam a ser feitos progressos nas conversações com o Irão esta semana e o adiamento, na segunda-feira, do prazo para "obliterate" as centrais elétricas iranianas, relacionado com a reabertura do estreito de Ormuz, também alimentou o otimismo de que o fim da guerra com o Irão possa estar para breve.

Fontes indicam que Washington terá proposto ao Irão um plano de cessar-fogo em 15 pontos, mas um porta-voz das forças armadas iranianas ridicularizou esta tentativa de acordo na quarta-feira.

Os principais índices acionistas europeus avançavam na abertura: o FTSE 100, em Londres, subia quase 0,9%, o CAC 40, em Paris, ganhava 1,4% e o DAX valorizava 1,7% em Frankfurt.

No Reino Unido, os dados mais recentes da inflação mostram que os preços subiram 3% em fevereiro face a um ano antes, valor inalterado face ao mês anterior.

“A leitura de hoje da inflação, de 3% no índice geral e 3,2% na medida subjacente, deve ser encarada com cautela”, afirmou Lindsay James, estratega de investimento na Quilter.

“Refere-se a fevereiro, portanto antecede a escalada no Médio Oriente no final do mês.”

“A inflação está prestes a sofrer mais um desvio indesejado”, disse Sanjay Raja, economista-chefe para o Reino Unido no Deutsche Bank.

“Olhando em frente, a história da inflação no Reino Unido deverá dar mais uma volta dolorosa. Um regresso ao objetivo de 2% do Banco de Inglaterra parece agora uma memória distante.”

Analistas consideram que a grande questão é agora saber quão persistente será o impacto da subida do preço do petróleo na inflação. “No curto prazo, o efeito pode ser contido”, acrescentou James.

Preços do petróleo e do gás recuam

Os preços do petróleo voltaram a cair, à medida que aumentam as esperanças de desescalada.

O Brent, referência internacional, recuou mais de 4% e negociava perto dos 100 dólares por barril.

O crude de referência nos Estados Unidos descia mais de 3,7% no início da manhã de quarta-feira, para ligeiramente abaixo dos 89 dólares por barril.

Sendo o estreito de Ormuz uma via marítima crucial para o transporte de petróleo bruto e gás natural liquefeito, os preços do petróleo e do gás dispararam e oscilaram nos últimos dias.

As esperanças de que o tráfego possa estar a retomar lentamente foram também reforçadas por relatos de que o Irão terá optado por deixar passar vários navios pelo estreito, em vez de impor uma interrupção total, segundo o serviço de rastreio de navios Kpler.

Apesar de o Irão negar que estejam a decorrer negociações e de os ataques no Médio Oriente continuarem, o Paquistão ofereceu-se para acolher conversações entre Washington e Teerão.

Investidores ficam mais otimistas

Noutros mercados esta quarta-feira, os futuros norte-americanos subiam ligeiramente nas primeiras horas de negociação na Europa, enquanto os preços do ouro e da prata disparavam e as criptomoedas também ganhavam terreno.

O preço do ouro retomou a tendência de alta depois de ter recuado anteriormente.

A correção anterior ficou a dever-se em parte à subida dos rendimentos das obrigações do Tesouro dos EUA, num contexto de expectativas menores de um corte de juros pela Reserva Federal, depois de a escalada do preço do petróleo ter ameaçado alimentar a inflação global.

No início da manhã de quarta-feira, na Europa, o ouro avançava 3,6%, para 4 557,30 dólares por onça. No início do mês, tinha ultrapassado os 5 000 dólares.

A prata negociava-se a 73,445, uma subida de mais de 5,5% à mesma hora. O índice CoinDesk do preço do Bitcoin ganhava 2,5%, para um nível ligeiramente acima dos 71 000 dólares por volta das 8h30 (CET).

A negociação na Ásia também foi impulsionada. O Nikkei 225, em Tóquio, subiu 2,9%, o Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,7%, o índice composto de Xangai ganhou mais de 1,2% e o Kospi, da Coreia do Sul, somou 1,6%.

As ações da Pop Mart, fabricante das bonecas Labubu, cotadas em Hong Kong, caíram mais de 15% depois de a empresa ter anunciado receitas anuais do último ano em grande medida em linha com as estimativas dos analistas.

O dólar norte-americano valorizava-se para 158,98 ienes japoneses, face aos 158,69 anteriores. O euro negociava-se a 1,1591 dólares, abaixo dos 1,1608.

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