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Empresa britânica que gere a maior central solar em Portugal entra em insolvência

Painéis solares em funcionamento a 28 de abril de 2026, numa exploração agrícola em Christiana, no Tennessee
Painéis solares em funcionamento a 28 de abril de 2026, numa exploração agrícola em Christiana, no Tennessee Direitos de autor  AP Photo/Joshua A. Bickel, File
Direitos de autor AP Photo/Joshua A. Bickel, File
De Ema Gil Pires
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Localizada em Alcoutim, no Algarve, a Solara4 encontra-se em atividade há cinco anos, mas tem vindo a enfrentar uma série de contratempos.

A empresa britânica Welink Energy Portugal 2 UK, que detém a Solara4, a maior central solar em território nacional, entrou em insolvência, segundo um relatório divulgado este mês pela consultora BDO, citado pelo semanário "Expresso". Em causa está um megaempreendimento em território algarvio com 219 MW de potência solar instalada, lê-se no site do Welink Group.

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Localizada em Alcoutim, a Solara4 encontra-se em operação há cinco anos, após ter sido inaugurada em 2021, mas tem vindo a enfrentar uma série de contratempos. De acordo com o mesmo relatório, entretanto citado por vários meios de comunicação nacionais, esta central solar "passou por uma combinação de desafios operacionais e de mercado que afetaram o seu desempenho e a geração de cash flow de forma adversa".

Segundo detalha o documento: "A produção de eletricidade tem estado consistentemente abaixo das previsões iniciais. Ao mesmo tempo, o mercado ibérico de energia teve um crescimento significativo da capacidade de produção solar. Este aumento da oferta reduziu os preços grossistas, que por vezes caem para zero ou para valores negativos." Devido à confluência destes fatores, "as receitas têm sido inferiores às esperadas".

No entanto, reporta o jornal "Expresso", desentendimentos da empresa britânica com o empreiteiro, a China Triumph International Engineering — subsidiária de um conglomerado industrial do Estado chinês —, incêndios e outros problemas técnicos têm também dificultado as operações da Solara4.

Apesar deste percurso atribulado, o "Jornal Económico" noticiava em 2024 que a Welink tinha decidido "hibridizar" a central solar, por via de um investimento de 400 milhões de euros para aumentar a capacidade solar, adotando, adicionalmente, soluções eólicas e de armazenamento em baterias.

A ideia inicial passava por possibilitar a produção ininterrupta de eletricidade, por via da instalação de mais 50 MW de capacidade de energia solar, 264 MW de energia eólica através de 40 turbinas e de um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) de 100 MW, num "total de mais de 600 MW de capacidade instalada após a conclusão", lê-se no site do próprio Welink Group.

No entanto, o ambicioso projeto foi alvo de um parecer desfavorável por parte da comissão de avaliação liderada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), por considerar que este não seria "compatível com a salvaguarda dos valores ambientais existentes na área afetada". O plano foi posteriormente revisto, reduzindo o número de turbinas eólicas previstas para pouco mais de metade, e seguiu para consulta pública. No entanto, a APA não tomou qualquer decisão definitiva sobre o tema.

Tudo isto já depois de a Solara4 ter estado em vias de ser vendida. E, de facto, no âmbito do processo de insolvência agora em curso, a prioridade passa, uma vez mais, por encontrar novos investidores que estejam dispostos a comprar o ativo, reporta ainda o semanário "Expresso".

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