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TAP fecha primeiro semestre com prejuízos de quase 100 milhões pressionada pelos custos com combustível

Contas de 2026 revelam um agravamento do prejuízo, com os custos com combustíveis a castigar o aumento de receitas da companhia aérea
Contas de 2026 revelam um agravamento do prejuízo, com os custos com combustíveis a castigar o aumento de receitas da companhia aérea Direitos de autor  AP Photo
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De Joana Mourão Carvalho
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Apesar do resultado líquido negativo, a empresa aumentou as receitas em 4% e transportou um número recorde de passageiros nos primeiros seis meses do ano.

A TAP encerrou o primeiro semestre do ano com um prejuízo de 99,2 milhões de euros, o que representa um agravamento de 40% face às perdas de cerca de 70 milhões de euros no período homólogo, com a subida dos custos com combustível a pressionar as contas.

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Apesar do resultado líquido negativo, a empresa aumentou as receitas em 4% e transportou um número recorde de passageiros nos primeiros seis meses do ano, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira pela companhia aérea.

A TAP transportou 8,2 milhões de passageiros entre janeiro e junho, mais 4,2% do que período homólogo de 2025, tendo operado 57,5 mil voos, mais 0,3%.

As receitas de bilhetes cresceram 4,4%, para 1.829,2 milhões de euros, "refletindo a robustez da procura nos mercados estratégicos da TAP, com destaque para o desempenho da América do Sul e da Europa", destacou a empresa, em comunicado. As receitas operacionais totais ascenderam a 2.039,8 milhões de euros, uma variação positiva de 4,3%.

A evolução dos resultados foi, contudo, condicionada pelo forte aumento dos custos com combustível, devido ao conflito no Médio Oriente, que cresceram 18,7% no conjunto do semestre e aceleraram no segundo trimestre, período em que subiram 52,3%, indica a empresa.

Neste contexto, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recorrente atingiu 181,9 milhões de euros e o EBIT recorrente, que já inclui depreciações e amortizações, foi negativo em 83,7 milhões de euros.

A subida do preço dos combustíveis tem sido um dos principais fatores de pressão sobre as contas das companhias aéreas, uma vez que o setor está particularmente exposto às oscilações do preço do jet fuel.

No caso da TAP, a empresa refere que o impacto da subida dos preços se refletiu de forma imediata nos custos, enquanto as medidas destinadas a compensá-lo através das receitas têm um efeito mais gradual, dado que uma parte significativa dos bilhetes já tinha sido vendida antes do aumento dos preços.

Os números do primeiro semestre também ainda não incorporam os meses de verão, tradicionalmente a época alta para o setor da aviação e mais relevante para a geração de receitas das companhias aéreas.

O presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, citado no comunicado, admitiu que, "como expectável, o forte aumento dos preços de combustível, nomeadamente do jet fuel, pressionou de forma relevante o desempenho da TAP no segundo trimestre".

"De facto, este impacto fez-se sentir de imediato nos custos, enquanto as medidas de mitigação ao nível da receita tendem a materializar-se de forma mais gradual, uma vez que grande parte da receita do segundo trimestre já estava vendida aquando do aumento dos preços", explicou.

Para o gestor, apesar do contexto internacional, "a TAP manteve um desempenho resiliente, com as receitas a crescerem no primeiro semestre, suportadas pelo aumento da capacidade e pela melhoria das receitas unitárias".

O semestre ficou ainda marcado pela conclusão do Plano de Reestruturação e pelo lançamento do novo Plano Estratégico 2026-2035, lembra Luís Rodrigues, que adianta que "a TAP inicia agora um novo capítulo".

"Definimos um plano estratégico para a próxima década, orientado para a criação de valor sustentável, cuja execução é acelerada pelo Programa Horizon, o nosso programa de aceleração digital, inovação e melhoria contínua", acrescenta.

Os resultados semestrais da companhia aérea são conhecidos numa altura em que a Parpública se prepara para entregar ao Governo, nesta terça-feira, o relatório final com a apreciação das proposta vinculativas entregues a 29 de julho pelos grupos Air France-KLM e Lufthansa para a compra de 44,9% do capital da empresa.

O documento servirá para o Executivo liderado por Luís Montenegro analisar as ofertas e decidir quem fica com quase metade da companhia aérea nacional.

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