Governo deverá agora receber relatório em 30 dias e pode pedir aos investidores uma proposta final melhorada.
A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram esta quarta-feira propostas vinculativas para a compra de 44,5% da compra da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), revelou a Parpública, que gere as participações do Estado, em comunicado citado pelo Eco.
“No âmbito da terceira etapa do processo de venda de referência de 44,9% do capital social da TAP, a PARPÚBLICA, SGPS, S.A. anuncia que recebeu duas propostas vinculativas, apresentadas pelos interessados convidados a fazê-lo após a conclusão da segunda etapa da referida operação, Air France-KLM S.A. e Deutsche Lufthansa AG“, refere a nota da Parpública.
A Parpública tem agora 30 dias para avaliar a documentação e entregar um relatório ao Governo português, podendo pedir esclarecimentos adicionais às companhias. Neste caso, o prazo é suspenso até serem enviadas as informações que forem solicitadas.
Segundo adianta o Eco, a proposta vinculativa inclui já o valor a pagar pelos 44,5% da companhia aérea, bem como um plano industrial e estratégico para garantir a sustentabilidade e o futuro da companhia aérea.
Depois de avaliar o relatório da Parpública, o Governo poderá decidir convidar um ou os dois candidatos que entregaram as propostas vinculativas a entregar uma nova oferta final.
O prazo para a entrega das duas propostas vinculativas terminava esta terça-feira, marcando o final da terceira fase do processo de privatização da TAP.
O processo de venda parcial da companhia aérea nacional, que foi relançado em 2025 pelo Governo de Luís Montenegro, ficara reduzido a dois candidatos depois da saída do International Airlines Group (IAG) - dono da Iberia - mantendo-se na corrida os grupos Air France-KLM e Lufthansa, que esta terça-feira entregaram as propostas vinculativas.
O decreto-lei aprovado pelo governo há um ano prevê a alienação de até 49,9% da TAP a investidores privados, mantendo o Estado como acionista maioritário.
Destes 49,9%, 5% estão reservados aos trabalhadores, sendo que qualquer participação não subscrita poderá também ser adquirida pelo investidor selecionado.
Sobre o processo de privatização, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, já admitiu que gostaria de o concluir no próximo mês de setembro e adiantou mesmo que o investidor escolhido poderia assumir a cogestão da companhia ainda em 2026, com a atual administração, mas que a entrada efetiva de capital deverá realizar-se apenas daqui a um ano, no verão de 2027.