Executivo informou que aprovou em Conselho de Ministros o convite para a Air France-KLM e a Lufthansa apresentarem propostas vinculativas para a compra da TAP. Ministro das Finanças diz que interesse dos grupos europeus “mostra bem a atratividade da empresa e do país”.
"O Conselho de Ministros aprovou que a Air France-KLM e Lufthansa passem à fase das propostas vinculativas. (...) Estão na corrida duas das três maiores empresas europeias de aviação e isso mostra a capacidade atrativa da empresa e do país. A situação do país tem atraído grandes investimentos estrangeiros", afirmou esta quinta-feira o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
O processo da privatização da TAP avança assim para uma nova fase. Em conferência de imprensa o ministro das Finanças e também o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, indicaram que as propostas do grupo alemão e o consórcio franco-neerlandês cumpriam os requisitos pretendidos e estavam alinhados com os objetivos do Governo para a companhia aérea, nomeadamente em termos de oferta de transporte aéreo, plano de frota, na questão dos centros de manutenção e engenharia, e produção de combustiveis sustentáveis.
Miguel Pinto Luz esclareceu que, após receberem o convite, os dois grupos têm "90 dias para fazerem chegar à Parpública a proposta vinculativa".
O ministro das Infraestruturas indicou ainda que é esperado que, depois de entregues, em julho, a Parpública possa analisar as propostas durante o mês de agosto para que, já no início de setembro, o Governo possa ter uma decisão final sobre as propostas apresentadas e como avançar no processo.
O Governo pretende alienar até 49,9% do capital da companhia aérea, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores.
Questionado sobre os efeitos do conflito no Médio Oriente na indústria, nomeadamente na questão do aumento dos preços dos combustíveis e cancelamentos de voos já anunciados, nomeadamente pela Lufthansa, o Governo diz que é algo que o setor "está a acompanhar".
Miguel Pinto Luz garante que Portugal, em termos do número de operações na TAP e eventuais cancelamentos de voos, não cabe ao governo entrar na gestão "privada e independente da TAP" mas garante que a situação portuguesa "está em linha com o que é a contenção deste tipo de fenómenos na indústria aeronáutica" em outros países.