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Compra da TAP: Governo convida Air France-KLM e Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas

Governo convida Air France-KLM e Lufthansa a apresentar propostas vinculativas
Governo convida Air France-KLM e Lufthansa a apresentar propostas vinculativas Direitos de autor  AP Photo/Armando França
Direitos de autor AP Photo/Armando França
De Diana Rosa Rodrigues
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Executivo informou que aprovou em Conselho de Ministros o convite para a Air France-KLM e a Lufthansa apresentarem propostas vinculativas para a compra da TAP. Ministro das Finanças diz que interesse dos grupos europeus “mostra bem a atratividade da empresa e do país”.

"O Conselho de Ministros aprovou que a Air France-KLM e Lufthansa passem à fase das propostas vinculativas. (...) Estão na corrida duas das três maiores empresas europeias de aviação e isso mostra a capacidade atrativa da empresa e do país. A situação do país tem atraído grandes investimentos estrangeiros", afirmou esta quinta-feira o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

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O processo da privatização da TAP avança assim para uma nova fase. Em conferência de imprensa o ministro das Finanças e também o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, indicaram que as propostas do grupo alemão e o consórcio franco-neerlandês cumpriam os requisitos pretendidos e estavam alinhados com os objetivos do Governo para a companhia aérea, nomeadamente em termos de oferta de transporte aéreo, plano de frota, na questão dos centros de manutenção e engenharia, e produção de combustiveis sustentáveis.

Miguel Pinto Luz esclareceu que, após receberem o convite, os dois grupos têm "90 dias para fazerem chegar à Parpública a proposta vinculativa".

O ministro das Infraestruturas indicou ainda que é esperado que, depois de entregues, em julho, a Parpública possa analisar as propostas durante o mês de agosto para que, já no início de setembro, o Governo possa ter uma decisão final sobre as propostas apresentadas e como avançar no processo.

O Governo pretende alienar até 49,9% do capital da companhia aérea, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores.

Questionado sobre os efeitos do conflito no Médio Oriente na indústria, nomeadamente na questão do aumento dos preços dos combustíveis e cancelamentos de voos já anunciados, nomeadamente pela Lufthansa, o Governo diz que é algo que o setor "está a acompanhar".

Miguel Pinto Luz garante que Portugal, em termos do número de operações na TAP e eventuais cancelamentos de voos, não cabe ao governo entrar na gestão "privada e independente da TAP" mas garante que a situação portuguesa "está em linha com o que é a contenção deste tipo de fenómenos na indústria aeronáutica" em outros países.

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