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"Little Joe": Um ensaio sobre a felicidade

"Little Joe": Um ensaio sobre a felicidade
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Atriz Emily Beecham foi aclamada em Cannes

Alice é uma mãe solteira, que se dedica à criação de plantas numa empresa focada no desenvolvimento de novas espécies.

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"Little Joe" é isto e muito mais, quando, desrespeitando as regras internas, Alice decide levar uma flor para o filho em casa, confiante apenas nas propriedades benéficas.

O filme esteve em competição na Seleção Oficial do último Festival de Cinema de Cannes, onde Emily Beecham venceu o prémio de Melhor Atriz.

"Ela é uma bioengenheira e desenvolve geneticamente uma planta antidepressiva que torna mais felizes as pessoas que a cheiram. Mas isso tem algumas consequências, que não quero revelar porque seria estragar tudo. É a primeira coprodução austro-britânica, o que é bastante especial", sublinhou, em entrevista à Euronews, a atriz, na altura do festival.

No filme, a realizadora Jessica Hausner transporta-nos para uma atmosfera peculiar.

"Little Joe", a primeira produção austro-britânica é dominada por uma estética própria, com um cuidado jogo de luzes e de ambientes interiores. O cenário remete para a série britânica "Black Mirror."

"A Alice tem muitos desafios. A minha personagem divide-se entre a dedicação ao trabalho, que consome muito tempo e é muito importante para ela, a felicidade do filho e a manutenção das relações", explicou Emily Beecham.

A realizadora Jessica Hausner acrescentou: "(...) E a personagem Alice também se debate com o dilema moral da engenharia genética da atualidade."

Por detrás da história pessoal de Alice, levanta-se a questão sobre o facto de os laboratórios poderem brincar, ou não, ao aprendiz de feiticeiro, na atualidade.

O filme é uma combinação de horror e ficção científica.

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