Bruce Springsteen criticou o ICE e a administração Trump e dedicou uma canção a Renee Good, cidadã norte-americana que foi morta a tiro por um agente do serviço de imigração no início deste mês.
Bruce Springsteen criticou o ICE pelas suas “táticas de Gestapo” e disse-lhes para “deixaram Minneapolis” durante uma atuação em palco, em Nova Jérsia, este fim de semana.
O artista, um crítico de longa data de Donald Trump e da sua administração, marcou presença no Light Of Day Winter Festival a 17 de janeiro – evento anual que angaria fundos para a doença de Parkinson e outras perturbações neurodegenerativas. Durante a atuação, lamentou o que o seu país se tornou sob a liderança de Trump.
Ao apresentar a canção ‘The Promised Land’, disse: “Escrevi esta canção como uma ode ao potencial americano. Era sobre um país belo, mas imperfeito, que somos, e o país que poderíamos ser”.
“Neste momento, vivemos tempos incrivelmente críticos. Os ideais e os valores que definiram os Estados Unidos nos últimos 250 anos estão a ser testados como nunca em tempos modernos.”
Referindo-se às notícias recentes, acrescentou: “Se acreditam na força da lei e que ninguém está acima dela, se se opõem a tropas federais mascaradas e fortemente armadas a invadirem uma cidade americana, usando táticas de Gestapo contra os nossos concidadãos, se acreditam que não merecem ser mortos por exercerem o vosso direito americano a protestar, enviem uma mensagem a este presidente, como disse o presidente da câmara dessa cidade: o ICE devia deixar Minneapolis’.”
Dedicou ‘The Promised Land’ a Renee Good, cidadã norte-americana de 37 anos morta a tiro por um agente do ICE a 7 de janeiro.
O homicídio de Good desencadeou uma onda de protestos por todo o país, enquanto Donald Trump e JD Vance afirmaram que Good tentou atropelar os agentes com o carro e que o agente agiu em legítima defesa.
O governador do Minnesota, Tim Walz, apelou ao público para não cair no que chamou de “máquina de propaganda”, enquanto o presidente da câmara de Minneapolis, Jacob Frey, disse em conferência de imprensa: “Foi um agente a usar o poder de forma temerária, o que resultou na morte de alguém.”
“Já estão a tentar apresentar isto como um ato de legítima defesa”, acrescentou Frey. “Tendo visto o vídeo, quero dizer a toda a gente, diretamente: tretas!"
Frey defendeu a saída dos agentes federais de Minneapolis, declarando também ele para que estes saíssem da cidade.
Springsteen, que anteriormente pediu a destituição de Trump, alegando que este era “corrupto, incompetente e traidor”, junta-se a outras vozes famosas que protestam contra o ICE e a administração de Trump.
Billie Eilish partilhou recentemente publicações online em que chama ao ICE um “grupo terrorista financiado e apoiado pelo governo federal”, enquanto Joe Kerry, de Stranger Things, foi às redes sociais criticar Donald Trump pela falta de compaixão na sequência da morte de Good.
Na cerimónia dos Globos de Ouro da semana passada, vários atores foram vistos a usar pins anti-ICE, incluindo Mark Ruffalo, que classificou Trump como o “pior ser humano” numa entrevista à passadeira vermelha.
“Se estamos a confiar na moral deste homem para o país mais poderoso do mundo, então estamos todos com um grande problema”, disse Ruffalo ao USA Today. “Por isso, isto é pela (Good). É para as pessoas nos Estados Unidos que hoje estão aterrorizadas e com medo. Sei que sou uma delas. Amo este país. E o que estou a ver a acontecer aqui não é a América.”