O ator de Widow's Bay, Matthew Rhys, celebrou o novo recorde nos Emmys com um discurso em galês, agradecendo ao seu país natal pelos talentos extraordinários.
O galês Matthew Rhys estabeleceu um novo padrão nos Emmy ao conquistar os principais galardões em três categorias, numa noite em que O Segredo de Widow's Bay dominou a cerimónia e fixou um recorde de 14 vitórias numa única temporada de comédia.
Além do Emmy de melhor ator em comédia por Widow's Bay, Rhys venceu também na categoria de melhor ator numa minissérie por The Beast in Me, tornando-se o primeiro homem a conquistar dois prémios de interpretação principal no mesmo ano.
Rhys levou ainda para casa um troféu como produtor executivo de O Segredo de Widow's Bay.
“As celebrações vão ser longas, variadas e, espero, por vezes bastante animadas”, disse Rhys nos bastidores, enquanto segurava dois dos seus Emmys.
A série, criada por Katie Dippold e agora na sua primeira temporada, aposta forte na comédia e no terror ao contar a história de uma comunidade insular na Nova Inglaterra, com Rhys no papel de presidente da câmara, confrontada com uma maldição centenária.
Estranho e maravilhoso
O Segredo de Widow's Bay arrecadou também os Emmys de realização, para Hiro Murai, e de argumento, para a sua criadora Katie Dippold, que se estreou como nomeada e galardoada. Até aqui, era sobretudo conhecida por um tweet viral de há dez anos em que surgia, de forma desajeitada, vestida como a personagem de terror The Babadook.
O conjunto de prémios representa uma importante vitória para a Apple TV, consolidando o seu estatuto de referência nas categorias de comédia dos Emmy.
Entre O Segredo de Widow's Bay, The Studio – que no ano passado somou um recorde de 13 prémios de comédia – e Ted Lasso, a Apple já conquistou o Emmy de melhor série de comédia quatro vezes em seis temporadas.
“Obrigada, Apple, por nos deixar arriscar desta forma louca e criativa”, disse Dippold ao receber o prémio de melhor comédia. “Deram-nos mesmo total liberdade para fazermos esta série estranha.”
O Segredo de Widow's Bay já tinha conquistado oito Emmys numa cerimónia anterior, antes de vencer em todas as seis categorias em que estava nomeada na noite de segunda-feira. Stephen Root ganhou o prémio de melhor ator secundário numa série de comédia e Kate O’Flynn o de melhor atriz secundária.
Drama médico e triunfo de Jean Smart
The Pitt venceu pelo segundo ano consecutivo o Emmy de melhor série dramática e o seu protagonista e produtor executivo, Noah Wyle, voltou a ser galardoado como melhor ator em drama, mas o drama de urgência do HBO Max não recebeu mais Emmys e ficou aquém das expectativas.
The Pitt liderava as nomeações de drama, com 25, e Hacks era a série de comédia mais nomeada, com 24, mas nenhuma delas se destacou quando chegou a hora de levantar troféus.
Já Jean Smart conquistou o seu quinto Emmy de melhor atriz em comédia pela quinta e última temporada da série. Nenhum intérprete tinha vencido um Emmy todos os anos numa produção com mais de três temporadas até Smart o conseguir na segunda-feira.
Rhea Seehorn conquistou o primeiro Emmy pela interpretação da única personagem central de Pluribus, da Apple TV.
Já tinha sido nomeada duas vezes sem vencer pelo papel revelação em Better Call Saul, série do criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, que somou o quinto Emmy da carreira pelo argumento dessa produção.
Allison Janney venceu o Emmy de melhor atriz secundária em drama por The Diplomat e Tom Pelphrey ganhou o de melhor ator secundário em drama por Task, superando vários concorrentes de The Pitt.
DTF St. Louis venceu na categoria de melhor minissérie. Dois dos seus protagonistas, David Harbour e Linda Cardellini, já tinham sido premiados como atores secundários numa cerimónia anterior, a 6 de setembro, após a Television Academy ter transferido várias categorias para fora da transmissão principal para encurtar a gala. No total, DTF St. Louis arrecadou sete Emmys.