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Ordem dos Médicos Veterinários recusa tratar pessoas que se identifiquem com animais

Fenómeno "therians" cresce em Portugal
Fenómeno "therians" cresce em Portugal Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Inês dos Santos Cardoso
Publicado a Últimas notícias
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Jovens estrangeiros que se identificam com animais estão a recorrer a clínicas veterinárias. A Ordem dos Médicos Veterinários já definiu orientações para lidar com estes casos.

A Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) definiu orientações internas para lidar com pessoas que se identifiquem com animais, face ao crescimento do fenómeno em Portugal e no mundo.

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Os “therians”, termo associado às pessoas que se identifiquem espiritualmente ou psicologicamente com animais, voltaram a ser o centro das atenções, depois de a CNN Portugal noticiar que alguns jovens, no estrangeiro, procuram ser atendidos por clínicas veterinárias. Em Portugal, ainda não há registo de médicos veterinários que tenham recebido pedidos de consulta de pessoas que se identifiquem com animais.

No âmbito do crescimento deste fenómeno, a OMV decidiu antecipar-se e definir orientações para lidar com os “therians”. De acordo com a entidade, os médicos veterinários não estão autorizados a realizar diagnósticos, tratamentos ou qualquer ato clínico em pessoas, ainda que estas se identifiquem com animais.

A OMV refere que, perante estes casos, os profissionais devem manter uma postura respeitosa e informativa, esclarecendo os limites legais da medicina veterinária e encaminhando a pessoa a um médico apropriado.

“A pessoa que se identifica como animal continua, para o Direito, a ser uma pessoa humana”, defende a OMV, citada pelo Correio da Manhã.

“Therians” ganharam popularidade no TikTok

O fenómeno dos “therians” ganhou notoriedade através da partilha de vídeos nas redes sociais e, em particular, no TikTok. Nos vídeos, as pessoas aparecem a usar máscaras e adereços e a imitar o comportamento animal, podendo identificar-se como cães, gatos, raposas, ursos, entre outros.

Em Portugal, chegou a ser marcado um evento em Vila Real, em fevereiro, no qual vários destes jovens se deveriam encontrar para conviver. No entanto, face às críticas, o evento acabou por não se realizar.

Especialistas em saúde mental e em comportamento social têm acompanhado de perto o crescimento deste fenómeno, que é sobretudo popular entre adolescentes e jovens adultos.

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