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Vacinas russa e chinesa não "tentam" Comissão Europeia

Vacinas russa e chinesa não "tentam" Comissão Europeia
Direitos de autor AP Photo
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De  Isabel Marques da SilvaJack Parrock
Publicado a Últimas notícias
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Apesar da Alemanha começar a mostrar interesse, a Comissão Europeia considera que a sua carteira de contratos com seis empresas e a negociação exploratória com outras duas são, por agora, opções suficientes.

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Há países europeus a optarem por vacinas contra a Covid-19 não europeias, como é o caso da Hungria que comprou à Rússia e da Sérvia que optou pela produção da China.

Recentes dados científicos apontam que a eficácia da vacina russa é de 91% e há diálogo entre o governo russo e a Comissão Europeia.

Mas apesar dos atrasos nas entregas, o executivo comunitário prefere fiar-se na produção do velho continente, por enquanto.

"Muito depende da capacidade de produção da empresa em questão, da sua capacidade de obter uma avaliação positiva por parte da Agência Europeia de Medicamentos (AEM), etc. Portanto, acreditamos que, de momento, é sensato focarmo-nos na implementação da estratégia que temos em vigor e esperar pelas entregas que nos são devidas", disse Eric Mamer, porta-voz da Comissão Europeia, em conferência de imprensa, terça-feira, em Bruxelas.

Contudo, o ministro da saúde da Alemanha, Jens Spahn, considera que chegou o momento de considerar as opções chinesa e russa, se estas vacinas forem aprovadas pela AEM.

Rivalidade geopolítica

Além da base científica para tomar decisões, os analistas políticos alertam que há importantes questões de rivalidade geopolítica a ter em conta.

Alguns Estados-membros e países vizinhos da União Europeia poderão cair ainda mais na esfera de influência destas potências.

"Há campanhas de desinformação do lado chinês e do lado russo, que chamam a atenção para os potenciais efeitos colaterais da vacina da Pfizer ou de outras. Portanto, há uma batalha política sobre a questão da segurança e da eficácia das vacinas", explicou Kristine Berzina, analista no centro de estudos The German Marshall Fund of the US, em Bruxelas.

A Comissão Europeia considera que a sua carteira de contratos com seis empresas e a negociação exploratória com outras duas são, por agora, opções suficientes.

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