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NATO rejeita súplicas por zona de exclusão aérea na Ucrânia

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De  Méabh Mc Mahon
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NATO rejeita súplicas por zona de exclusão aérea na Ucrânia
Direitos de autor  KENZO TRIBOUILLARD/AFP

À procura de um rumo em tempo de guerra, na sede da NATO, em Bruxelas, trabalha-se em contrarrelógio.

Esta quarta-feira, os ministros da Defesa da Aliança Atlântica discutiram o envio de mais armas e de apoio para a Ucrânia, a par de planos para deslocar forças permanentes da NATO para o leste da Europa.

Mas a solidariedade não é assim tão grande quando o assunto é a criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia.

"Temos a responsabilidade de garantir que esta guerra não escala além da Ucrânia. Vemos morte e destruição, vemos sofrimento humano na Ucrânia. Mas isso pode tornar-se ainda pior se a NATO tomar medidas que realmente transformem esta guerra numa guerra maior entre a NATO e a Rússia", insistiu Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO.

Para o ministro da Defesa da Ucrânia, há que passar das palavras aos atos. "É preciso menos burocracia e mais ajuda militar", sublinhou Oleskii Reznikov, antes de participar, de forma remota, no encontro.

Os especialistas em matéria de defesa lembram que a NATO é uma aliança defensiva e que neste momento é preciso cautela nas ações.

"Penso que estamos a caminhar para uma era de instabilidade permanente. A NATO e a Rússia caminham para um impasse nos próximos anos. O risco é que vejamos a geografia da Europa Oriental mudar drasticamente. Temos a guerra na Ucrânia. Existe o risco de que a Rússia também ataque outros países como a Moldávia. Vemos que a Bielorrússia já não é um país neutro. A Bielorrússia é, de fato, usada para operações militares. Então isso muda drasticamente as fronteiras da NATO. Há um conflito a acontecer, mas neste momento, o consenso na NATO é manter-se dentro das fronteiras e minimizar o risco de ainda mais conflitos", ressalvou Bruno Lete, investigador do centro de estudos americano German Marshall Fund.

Na próxima semana, há uma nova cimeira da NATO, na quinta-feira. Contará com a presença do presidente dos EUA, Joe Biden, que também se juntará à cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas.