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Força Aérea portuguesa salva mais de 70 migrantes no Mediterrâneo

Um avião de transporte C-295M da Força Aérea Portuguesa voa durante as celebrações do 100.º aniversário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, junto ao rio Tejo.
Um avião de transporte C-295M da Força Aérea Portuguesa voa durante as celebrações do 100.º aniversário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, junto ao rio Tejo. Direitos de autor  Armando Franca/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Armando Franca/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
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Uma tripulação da Força Aérea salvou mais de 70 migrantes à deriva no Mediterrâneo. A missão ocorreu na passada sexta-feira, 6 de setembro, durante um voo de vigilância do avião C-295M, sob a égide da Agência Frontex e conduzida pela Guardia Civil espanhola

Uma tripulação da Força Aérea avistou mais de 70 migrantes à deriva no Mediterrâneo, contribuindo assim para o seu salvamento. A missão, divulgada na página oficial da força de defesa nacional, ocorreu na passada sexta-feira, 6 de setembro, durante um voo de vigilância do avião C-295M, sob a égide da Agência Frontex e conduzida pela Guardia Civil espanhola.

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Os migrantes, entre os quais diversas crianças, encontravam-se completamente à deriva divididos em quatro embarcações, a navegar relativamente próximo umas das outras. O voo levava já com 1h30 de vigilância quando a tripulação da Força Aérea conseguiu detetar as embarcações e avistaram os migrantes.

Esta ação desencadeou a ativação dos meios de busca e salvamento espanhóis e o pedido de auxílio a um navio mercante a navegar nas proximidades e dentro da linha de rota que poderia auxiliar no salvamento.

A tripulação da Força Aérea encaminhou o navio mercante para uma das embarcações, apoiando dessa forma o salvamento de 21 migrantes, entre os quais duas crianças.

A operaçãod e salvamento decorreu no âmbito da Joint Operation Índalo 2024, uma missão que tem como objetivo a salvaguarda da vida humana, a prevenção de migração ilegal e o tráfico de seres humanos, bens e armamento, combate ao tráfico de estupefacientes, controlo e fiscalização de atividades de pesca, controlo da poluição marítima, combate ao tráfico de estupefacientes e o controlo do tráfego marítimo, através da vigilância da guarda de fronteiras e costeira. 

Promovida pela Agência FRONTEX, decorre a partir da Base Aérea de Málaga, em Espanha, até 27 de novembro. Esta é a segunda fase da missão, depois de uma primeira que decorreu entre 20 de março e 10 de julho do presente ano.

Durante este período, a Força Aérea detetou perto de 18 mil embarcações, sendo que 14 delas representavam imigração ilegal, detetando 202 migrantes, e 428 relacionadas com atividades ilícitas, num total 320 horas de voo.

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