"É muito, muito importante que consigamos estabelecer um acordo comercial com a Índia", afirmou Thomas Byrne ao programa matinal Europe Today, da Euronews.
"Penso que o trabalho que a Comissão está a fazer na Índia é muito, muito importante", disse o ministro de Estado para os Assuntos Europeus e Defesa da Irlanda, Thomas Byrne, à Euronews, numa altura em que os líderes da UE visitam a Índia para tentar fechar um acordo de comércio livre com o país asiático.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, deslocaram-se a Nova Deli no sábado, na esperança de conseguir um acordo com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
A "Mãe de Todos os Acordos", como apelidou Von der Leyen, deverá ser assinada esta terça-feira.
"Penso que é absolutamente essencial para a Europa e, de facto, também para a Irlanda", disse Byrne ao programa matinal Europe Today, da Euronews.
"A Irlanda é muito favorável à diversificação do comércio e à abertura do maior número possível de mercados... obviamente que teremos de analisar os pormenores". A Irlanda tem "beneficiado enormemente do comércio internacional ao longo dos anos", afirmou.
Byrne considera que a Ucrânia "fará parte da discussão" na Índia.
"O que está a acontecer na Ucrânia neste momento não tem paralelo. É inaceitável. Não deveria estar a acontecer", afirmou.
Byrne explicou que é por isso que "não vai criticar" o presidente ucraniano Volodomyr Zelenskyy, mesmo depois de este ter sido "forte" com as suas palavras na cimeira do Fórum Económico Mundial, realizada na semana passada em Davos.
Num discurso duro, Zelenskyy afirmou que a UE "parece perdida" e está presa num ciclo interminável de incapacidade de se defender e de apoiar a Ucrânia de forma decisiva.
"O nosso papel agora é fazer tudo o que for possível para pôr fim a esta situação. Temos de continuar a exercer pressão económica sobre a Rússia", declarou Byrne à Euronews.
"Penso que as pessoas querem ver esta guerra chegar ao fim, porque percebem que é uma ameaça económica e de segurança para a Europa e para todos nós."