As explosões que as autoridades ucranianas classificaram como um ataque terrorista mataram um polícia de 23 anos e feriram 25 pessoas na cidade de Lviv, no oeste do país.
A Rússia lançou 50 mísseis e cerca de 300 drones contra diferentes regiões ucranianas, dias antes do quarto aniversário da invasão total da Ucrânia pela Rússia.
A infraestrutura energética do país continua a ser um dos principais alvos, assim como a logística, como as instalações ferroviárias e hídricas das cidades, de acordo com uma publicação feita nas redes sociais pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.
Quinze pessoas, incluindo quatro crianças, ficaram feridas e um homem foi morto na sequência de um ataque russo na região de Kiev, que visou também a capital. As temperaturas terão descido para -10°C quando a capital do país foi atingida durante a noite.
"O inimigo está a atacar a capital com armas balísticas", referiu o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, no Telegram, instando as pessoas a permanecerem em abrigos.
Sete regiões foram visadas, incluindo "Kiev e a região, as regiões de Dnipro, Kirovohrad, Mykolaiv, Odessa, Poltava e Sumy", escreveu Zelenskyy nas redes sociais.
Entretanto, em Mykolaiv, 16.000 pessoas ficaram sem eletricidade num contexto de temperaturas negativas, depois de as infraestruturas energéticas terem sido danificadas durante os ataques, informaram as autoridades regionais.
Os trabalhadores dos serviços de emergência ucranianos registaram igualmente danos significativos e incêndios em grande escala em instalações energéticas na região de Odessa, no sudoeste do país.
Zelenskyy afirmou que, só esta semana, a Rússia lançou mais de 1.300 ataques com drones.
"Ataque terrorista" em Lviv
Entretanto, também durante a noite, na cidade ocidental de Lviv, 25 pessoas ficaram feridas e um agente da polícia foi morto no que as autoridades ucranianas classificaram como um "ataque terrorista". De acordo com a Polícia Nacional da Ucrânia, duas bombas de fabrico caseiro explodiram em caixotes do lixo depois da polícia ter respondido a uma denúncia de arrombamento.
Sobre o tema, o presidente ucraniano destacou já: "Foram detidos vários indivíduos e todos os factos serão apurados no âmbito dos procedimentos necessários".
Numa entrevista divulgada no sábado, Steve Witkoff, o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, não excluiu a possibilidade de uma cimeira entre Zelenskyy e o presidente russo, Vladimir Putin. Em declarações à Fox News, Witkoff disse: "Estamos esperançosos, o Jared [Kushner] e eu, de que as propostas que apresentámos a ambas as partes possam aproximá-las nas próximas três semanas e, talvez, até resultar numa cimeira entre Zelenskyy e o presidente Putin."
Na sexta-feira, Zelenskyy afirmou que uma nova ronda de conversações poderá estar prevista ainda antes do final de fevereiro.