Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, vários drones da Rússia e da Ucrânia caíram nos Estados Bálticos, na Estónia, na Letónia e na Lituânia.
O ministro da Defesa da Letónia, Andris Spruds, demitiu-se no domingo, na sequência da recente incursão de dois drones ucranianos no território do país báltico.
A primeira-ministra da Letónia, Evika Silina, tinha pedido a demissão de Spruds, escrevendo no X que ele tinha "perdido a sua confiança e a da população".
Evika Silina afirmou que os sistemas anti-drone não foram utilizados com a rapidez necessária para combater a incursão de quinta-feira.
"O incidente com o drone que ocorreu esta semana demonstrou claramente que a liderança política do setor da defesa falhou em cumprir a sua promessa de céus seguros sobre o nosso país", escreveu Silina.
"É uma responsabilidade enorme que exige resultados claros", acrescentou, sublinhando o papel do país como um dos que mais gasta na NATO em termos relativos, com o país a atribuir quase 5% do seu PIB à defesa.
Na quinta-feira, dois drones atravessaram a fronteira russa com a Letónia. Segundo a polícia nacional, um incêndio chegou mesmo a deflagrar num depósito de petróleo, mas foi rapidamente controlado pelos bombeiros.
O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, afirmou que os drones entraram na Letónia devido à "guerra eletrónica russa". A Letónia e a Lituânia apelaram à NATO para reforçar a sua defesa aérea.
"Enquanto a agressão russa contra a Ucrânia continuar, é possível que tais incidentes se repitam, quando uma aeronave não tripulada estrangeira entrar no espaço aéreo da Letónia ou se aproximar dele", afirmou o exército após a incursão.
O coronel Raivis Melnis vai agora assumir o cargo de ministro da defesa, disse Silina.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, vários drones da Rússia e da Ucrânia caíram no trio de Estados bálticos, Estónia, Letónia e Lituânia.