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Mistério do Ursa Major: o navio russo que se afundou ao largo de Espanha com uma possível carga nuclear

ARQUIVO: A porta do reator do Savannah, o primeiro navio de passageiros e de carga com propulsão nuclear do mundo.
ARQUIVO: A porta do reator do Savannah, o primeiro navio de passageiros e de carga com propulsão nuclear do mundo. Direitos de autor  CHRIS TYREE/2004 by THE VIRGINIAN-PILOT
Direitos de autor CHRIS TYREE/2004 by THE VIRGINIAN-PILOT
De Rafael Salido
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Um exclusivo da CNN revela que o cargueiro russo Ursa Major se afundou, depois de terem sido detetadas várias explosões em águas espanholas.

Uma investigação exclusiva do canal americano CNN desvendou um dos episódios marítimos mais enigmáticos dos últimos anos: o afundamento do cargueiro russo Ursa Major, ocorrido a 23 de dezembro de 2024 a cerca de 60 milhas da costa espanhola e, desde então, envolto em secretismo oficial.

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Segundo informações divulgadas pela CNN, o navio poderia estar a transportar dois reatores nucleares para submarinos, com uma possível entrega final na Coreia do Norte. O caso levantou suspeitas sobre uma possível operação clandestina e sobre a hipótese do afundamento ter resultado de uma ação deliberada destinada a impedir a transferência de tecnologia sensível.

De acordo com a investigação, o Ursa Major sofreu três explosões iniciais na zona da casa das máquinas, que mataram dois membros da tripulação e deixaram o navio à deriva. Horas mais tarde, de acordo a CNN, outras detonações registadas por sensores sísmicos acabaram por afundar o navio nas águas do Mediterrâneo.

Pelo menos dois marinheiros desapareceram durante o naufrágio. Os 14 membros da tripulação russa que sobreviveram ao naufrágio foram levados para o porto de Cartagena, no sul de Espanha, onde prestaram declarações às autoridades competentes.

O navio, operado pela empresa estatal russa Oboronlogistics, tinha partido do Mar Báltico com uma carga declarada de equipamento industrial, mas a sua rota e a escolta militar levantaram suspeitas desde o início. A CNN refere ainda a presença de aviões norte-americanos especializados na deteção nuclear na zona, meses após o naufrágio, bem como movimentos de navios dos serviços secretos russos.

Um dos elementos mais sensíveis do relatório citado no artigo é o testemunho do capitão do navio, Igor Anisimov, que admitiu aos investigadores que o navio transportava componentes de reatores nucleares semelhantes aos utilizados em submarinos, embora sem confirmar a presença de combustível nuclear. Disse ainda que suspeitava que, a dada altura da viagem, receberia instruções para se dirigir à Coreia do Norte.

Especula-se que a Ucrânia poderá estar por detrás da operação que afundou o navio e que terá atuado como retaliação pela decisão de Pyongyang de apoiar a Rússia na sua guerra, enviando milhares de tropas.

A origem das explosões continua por esclarecer. A investigação cita hipóteses que vão desde a utilização de minas de carga guiada a torpedos de alta velocidade, embora outras fontes consultadas pela rede americana considerem mais provável uma detonação externa convencional ou mesmo um acidente ainda inexplicado.

Nem as autoridades espanholas, nem a Rússia, nem os EUA confirmaram oficialmente qualquer versão dos factos. O resultado é um caso em aberto, com implicações geopolíticas potencialmente sensíveis e ainda sem uma explicação definitiva.

Outras fontes • CNN

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