Os suspeitos trabalharam no jardim de infância público Saint Dominique, no 7.º bairro de Paris, e estão a ser ouvidos por suspeitas de violações e outros comportamentos descritos como excessivos ou violentos.
Em França, a investigação sobre os casos de abuso sexual nas atividades extraescolares em Paris ganha ritmo. A detenção preventiva de 16 pessoas que trabalharam no jardim de infância Saint Dominique, uma escola pública localizada no 7.º arrondissement da capital, foi prolongada na quarta-feira à noite.
Com idades entre os 18 e os 68 anos, os suspeitos estão a ser interrogados por factos que vão desde violações a outros comportamentos descritos como excessivos ou violentos.
No total, a investigação do Ministério Público de Paris incide sobre possíveis atos de violência em 84 jardins de infância, cerca de vinte escolas do ensino básico e uma dezena de creches.
Desde o início de 2026, 78 funcionários municipais foram suspensos, 31 deles por suspeitas de violência sexual.
Responsável por um plano de combate aos abusos sexuais nas atividades de tempos livres, no valor de 20 milhões de euros, Emmanuel Grégoire saudou "uma aceleração das investigações".
O caso ganhou nova dimensão após as revelações publicadas esta segunda-feira pelo Le Parisien.
O jornal afirma que um animador, indiciado em 2025 por abusos sexuais contra três menores numa escola parisiense, já tinha sido detido em 2024 por factos semelhantes denunciados num estabelecimento vizinho.
Emmanuel Grégoire promete agora sanções, procedimentos de recrutamento reforçados e uma melhor rastreabilidade dos agentes.