Forças norte-americanas bombardearam o Irão na quarta‑feira, numa operação que Donald Trump disse ser resposta à queda de um helicóptero dos EUA no dia anterior.
As forças armadas do Kuwait informaram, esta quarta-feira, que as suas defesas aéreas estavam a enfrentar "alvos aéreos hostis", numa altura em que Estados Unidos e Irão trocavam ataques após a queda de um helicóptero americano.
"O Estado-Maior do Exército anuncia que os sistemas de defesa aérea do Kuwait estão, neste momento, a enfrentar alvos aéreos hostis, em conformidade com os procedimentos operacionais estabelecidos", podia ler-se na publicação do exército kuwaitiano na rede social X, sem que fosse especificada a sua origem.
O Irão tinha anunciado que tinha visado o Kuwait em represália pelos ataques aéreos americanos na manhã de quarta-feira, alegando também ter realizado ataques contra o Bahrein e a Jordânia.
Teerão tinha prometido responder após os Estados Unidos terem lançado ataques aéreos contra o Irão, na sequência da queda de um helicóptero do exército nas proximidades do estreito de Ormuz.
Meios de comunicação iranianos noticiaram pelo menos duas séries de explosões ao longo da costa sul do Irão, perto do estreito de Ormuz.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que supervisiona as forças americanas no Médio Oriente, afirmou na rede X que tinha "concluído ataques de autodefesa contra o Irão".
"Forças do CENTCOM atingiram sistemas de defesa aérea iranianos, estações de controlo em terra e radares de vigilância nas proximidades do estreito de Ormuz, com munições de precisão lançadas por caças da Força Aérea e da Marinha dos EUA", indicou a publicação.
"A operação foi uma resposta proporcional aos recentes ataques contra forças dos EUA e navios comerciais internacionais que transitam nas águas da região", acrescentou o Comando Central.
Trump afirmou anteriormente, numa publicação nas redes sociais, que o Irão tinha abatido a aeronave quando esta patrulhava o estreito, e declarou que os EUA "têm, por necessidade, de responder a este ataque".
"Não deixaremos impune qualquer ataque ou ameaça", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X, acrescentando: "Saiam da nossa região se querem estar em segurança."
O abate de um helicóptero de ataque Apache e os bombardeamentos levados a cabo pelas forças armadas americanas agravaram ainda mais um cessar-fogo de dois meses, um dia depois do Irão e de Israel terem trocado fogo pela primeira vez desde que a frágil trégua entrou em vigor.
Antes de acusar o Irão de ter abatido o helicóptero americano, Trump tinha manifestado renovado otimismo quanto às negociações com Teerão, sem explicar o motivo desse otimismo.