Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Estados Unidos e Irão: Trump garante acordo iminente após recuo de ambas as partes

O presidente norte-americano Donald Trump fala com jornalistas antes de embarcar no Air Force One, no aeroporto JFK, em Nova Iorque, 9 de junho de 2026
Presidente dos EUA Donald Trump fala com jornalistas antes de embarcar no Air Force One, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque, 9 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Aleksandar Brezar
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Falando após a troca de ataques de segunda-feira, o maior revés até agora para o cessar-fogo de abril na guerra com o Irão, Trump afirmou que bombardear ainda mais o Irão manteria o estreito de Ormuz fechado durante meses e custaria vidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou na terça-feira de manhã um novo otimismo em relação às negociações com o Irão, afirmando haver “boas probabilidades” de assinar um acordo “dentro de dois ou três dias”.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

“Estamos muito perto de conseguir um acordo muito, muito bom, sólido e forte”, disse Trump, numa altura em que o Médio Oriente ainda acusava o impacto da troca de fogo entre o Irão e Israel, na véspera, o golpe mais duro até agora contra a frágil trégua na guerra no Irão.

“Se avançarmos para os bombardear, algo que poderíamos fazer muito facilmente se quiséssemos, e passarmos mais duas ou três semanas a bombardear, eles ficam sem nada. Mas o estreito ficará encerrado durante meses”.

“Se formos nós a bombardear, sabe, vão morrer muitas pessoas. Quem é que quer isso? Eu não”, disse o presidente dos EUA aos jornalistas no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque, depois de assistir às Finais da NBA na noite de segunda-feira.

Trump não adiantou pormenores sobre as razões deste novo otimismo.

Mediadores, liderados sobretudo pelo Paquistão, tentam há semanas fechar um acordo. Mas tanto o Irão como os EUA mantêm posições de linha dura.

Os EUA querem que o Irão abandone o seu arsenal de urânio altamente enriquecido, que se acredita continuar armazenado no país após os ataques aéreos norte-americanos no conflito de 12 dias de 2025.

O Irão recusa essa exigência e reclama um alívio das sanções. Quer também a libertação de ativos congelados mesmo antes de existir um acordo final, algo rejeitado por Trump.

Helicóptero Apache cai perto do estreito de Ormuz

Entretanto, um helicóptero de ataque Apache do Exército dos EUA despenhou-se nas proximidades do estreito de Ormuz, com Trump a garantir que os dois tripulantes a bordo estavam “bem” após o incidente naquela via marítima estratégica, que continua sob bloqueio do Irão.

Na manhã de terça-feira, a causa do acidente permanecia por apurar. Os media estatais iranianos, com base em relatos estrangeiros, reconheceram a queda do aparelho sem adiantar pormenores.

Desde que os EUA e Israel começaram a atacar o Irão a 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia mundial, fez subir os preços da energia em todo o mundo e encareceu muitos bens essenciais, incluindo alimentos.

Os responsáveis não conseguiram transformar o cessar-fogo de abril num acordo que ponha fim de forma definitiva ao conflito, sobretudo numa altura em que Israel intensifica e alarga a campanha militar no Líbano contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irão.

Trump reconheceu o acidente, afirmando que “Os pilotos estão bem, sim”. “Não há feridos. Vamos divulgar um relatório amanhã. Mas os pilotos estão bem.”

Os helicópteros Apache têm sido um trunfo essencial para as forças armadas dos EUA na aplicação do bloqueio às remessas e petroleiros de petróleo bruto iraniano, numa tentativa de pressionar Teerão a chegar a um acordo.

Os aparelhos têm também sido usados pelos Emirados Árabes Unidos para abater drones de Teerão durante a guerra no Irão.

EUA e Irão: guerra com o Hezbollah continua a ameaçar acordo

Na noite de segunda-feira, Israel e o Irão pareciam recuar em novos ataques, horas depois de terem trocado disparos pela primeira vez desde que os EUA acordaram um cessar-fogo com Teerão há dois meses. Ambos os países avisaram que estavam preparados para lançar ataques de retaliação se fossem provocados.

As novas hostilidades reacenderam receios de que o Médio Oriente possa voltar a mergulhar numa guerra em larga escala. Os ataques levaram Trump a apelar a uma paragem imediata dos combates entre Israel e o Irão.

Pouco depois, o comando conjunto das forças armadas iranianas divulgou um comunicado anunciando a suspensão das ofensivas. O texto advertia que nova “agressão e atos hostis” por parte de Israel e dos seus apoiantes, incluindo no sul do Líbano, seriam recebidos com “medidas muito mais severas e esmagadoras do que antes”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou numa mensagem em vídeo que a atual vaga de combates parecia ter terminado. Mas advertiu também que, se o Irão “cometer o erro de voltar a atacar-nos, responderemos com força”.

Netanyahu afirmou que Israel continua a operar no Líbano contra o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irão, e que o país “tem pleno direito à autodefesa e exercerá esse direito na medida que for necessária”.

Entretanto, esta terça-feira, o exército israelita emitiu um aviso de evacuação para a cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, incluindo o bairro cristão, até agora poupado pelos destrutivos ataques aéreos sobre a cidade.

Na semana passada, Israel avisou os residentes de Tiro de que acreditava haver membros do Hezbollah entre eles. Muitos civis libaneses tinham fugido para essas zonas à medida que, nas últimas duas semanas, os ataques israelitas atingiam duramente a região costeira mediterrânica.

Após o aviso da semana passada, o exército libanês foi destacado para o bairro cristão de Tiro, numa tentativa de dissuadir ataques israelitas e de mostrar que o Hezbollah não tem presença armada na zona.

Mas Avichay Adraee, porta-voz do exército israelita em árabe, escreveu na rede X, na segunda-feira, que as forças armadas israelitas “terão de atuar em breve contra as suas atividades terroristas no bairro”.

Outras fontes • AP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Trump vaiado por multidão durante o hino nacional antes das finais da NBA

EUA: juiz trava plano de Trump de cobrar 100 mil dólares por taxa de visto

Ataques israelitas matam 14 pessoas no Líbano apesar da ameaça do Irão