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Ataques israelitas matam 14 pessoas no Líbano apesar da ameaça do Irão

Fumo ergue-se após um ataque aéreo israelita que atingiu a aldeia de Qlaileh, visto da cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, terça-feira, 2 de junho de 2026
Fumo eleva-se após ataque aéreo israelita à aldeia de Qlaileh, visto da cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, terça-feira, 2 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Mohammed Zaatari
Direitos de autor AP Photo/Mohammed Zaatari
De Emma De Ruiter
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Irão adverte que retomará ataques se Israel continuar a bombardear o Líbano, mas líderes israelitas garantem que não recuam.

Pelo menos 14 pessoas morreram em ataques israelitas no sul do Líbano esta segunda-feira, indicou o ministério da Saúde libanês, numa altura em que os bombardeamentos continuaram apesar das ameaças do Irão de voltar a atingir Israel se prosseguissem os ataques ao país.

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Registaram-se ataques em Marwanieh e Tiro depois de Israel e o Irão terem anunciado o fim de uma vaga de represálias iniciada por Teerão em resposta à campanha militar israelita no Líbano.

"Um ataque do inimigo israelita contra a cidade de Tiro, nas imediações do centro da Cruz Vermelha, provocou cinco mártires e oito feridos, quatro deles socorristas da Cruz Vermelha", indicou o ministério da Saúde libanês em comunicado.

Um responsável do Ministério da Cultura do Líbano afirmou que os bombardeamentos israelitas da véspera também danificaram um local classificado como Património Mundial da UNESCO em Tiro.

Um ataque posterior contra Marwanieh matou duas pessoas, entre as quais uma criança, e feriu dez, enquanto um bombardeamento ao amanhecer sobre Zifta, no distrito de Nabatieh, causou sete mortos, "incluindo uma criança síria e uma mulher", segundo o ministério da Saúde.

O Hezbollah, apoiado pelo Irão, afirmou por seu lado ter visado tropas israelitas em território libanês, mas não reivindicou ataques em território israelita.

Israel mantém operações no Líbano

O Irão avisou que retomará os ataques se Israel continuar a bombardear o Líbano, mas dirigentes israelitas garantem que não irão recuar.

Ao anunciar o fim dos seus ataques contra Israel, o comando central das forças armadas iranianas declarou que "se os atos de agressão e hostilidade continuarem, incluindo no sul do Líbano, seguir-se-ão medidas muito mais severas e devastadoras do que antes".

Mas o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, prometeu após o aviso que o exército vai "continuar a operar no Líbano contra a organização terrorista Hezbollah".

Acrescentou que Israel atingirá os bairros do sul de Beirute em retaliação por cada ataque contra o norte de Israel.

"Rejeitamos categoricamente as ameaças do Irão. Qualquer tentativa iraniana de ligar o Líbano e o Irão para atacar Israel será enfrentada com grande força, como aconteceu ontem", afirmou Katz.

O Irão insiste que a interrupção do conflito mais alargado no Médio Oriente tem de incluir um cessar-fogo no Líbano e, no domingo, lançou mísseis contra Israel em resposta a ataques nos bairros do sul de Beirute ocorridos mais cedo nesse dia.

O Líbano afirma que os ataques israelitas já provocaram mais de 3.600 mortos desde que o Hezbollah arrastou o país para a guerra no Médio Oriente, a 2 de março, com disparos de rockets contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, atribuída a uma operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel.

Após um cessar-fogo em abril entre Israel e o Hezbollah, Israel criou uma chamada "Linha Amarela" dentro do território libanês, a cerca de uma dúzia de quilómetros da sua fronteira norte, onde operam atualmente tropas no terreno.

Outras fontes • AFP

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