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Budapeste prepara-se para receber no sábado a primeira final da Liga dos Campeões

A Puskás Aréna, em Budapeste, que receberá a final da Liga dos Campeões de futebol de 30 de maio, a 15 de maio de 2026.
A Puskás Aréna, em Budapeste, palco da final da Liga dos Campeões de futebol de 30 de maio, a 15 de maio de 2026. Direitos de autor  MTI/Illyés Tibor
Direitos de autor MTI/Illyés Tibor
De Magyar Ádám & Horváth Ferenc & Magyar Ádám
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A 30 de maio, em Budapeste, no Puskás Aréna, o Paris Saint-Germain (PSG) defronta o recém-coroado campeão inglês Arsenal na final da Liga dos Campeões.

A final da Liga dos Campeões da UEFA de 2026, que se disputa este sábado em Budapeste, será histórica e especial em vários aspetos: não será apenas um jogo de futebol, mas um evento com significado desportivo, urbano e cultural.

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Os últimos preparativos para a final estão a decorrer em Budapeste com as unidades móveis de televisão a chegar ao estádio e na Praça dos Heróis o recinto do festival de adeptos, com restaurantes e bares, está praticamente montado. Este é o acontecimento turístico do ano.

Na grande decisão defrontam-se dois clubes considerados marcas globais, o inglês Arsenal e o francês Paris Saint-Germain (PSG), com início marcado para as 18h00.

As duas equipas finalistas recebem 17 mil bilhetes cada, mas é esperado que cheguem muitos mais adeptos.

Um jogador do Arsenal, Declan Rice, pediu aos adeptos londrinos que pelo menos duzentas mil pessoas viajassem até à capital húngara. Mesmo que não venham todos de Londres, no total o número de 200 mil visitantes é realista, segundo um docente da Universidade Metropolitana.

“No caso de Budapeste quase nunca houve uma pressão turística desta dimensão. Podemos analisar dados de reservas, preços, dados do Booking, o movimento no aeroporto, e tudo aponta para a chegada de mais 200 a 250 mil pessoas durante alguns dias, o que vai influenciar de forma significativa o quotidiano de quem vive aqui e os rendimentos de quem vive do turismo”, explicou Gábor Bódis, que prevê uma enorme sobrecarga na rede de transportes.

Para os residentes será aconselhável evitar a zona do estádio, mas quem vive do turismo deve beneficiar: “há receitas diretas e receitas indiretas. Se somarmos tudo, isto significa cerca de 20 mil milhões de forints de receitas adicionais. Obviamente também implica despesas para os organizadores, para a cidade, e assim por diante.”

Alguns vão certamente lucrar muito com a final da Liga dos Campeões em Budapeste, sobretudo certos bares e restaurantes: em poucos dias de grande movimento, os estabelecimentos situados em zonas mais privilegiadas podem fazer receitas de vários meses.

Segundo as ofertas do site de reservas Booking.com, também as empresas e os particulares que arrendam alojamento saem a ganhar: já só está disponível uma pequena parte da oferta habitual nas zonas mais centrais da cidade e, para este fim de semana, o nível de preços, que em geral não é considerado elevado pela perspetiva ocidental, disparou.

Imagem exterior da Puskás Aréna, em Budapeste, em 22 de maio de 2024, depois de o Comité Executivo da UEFA ter decidido que este estádio de futebol recebe a final masculina da Liga dos Campeões de 2026
Imagem exterior da Puskás Aréna, em Budapeste, em 22 de maio de 2024, depois de o Comité Executivo da UEFA ter decidido que este estádio de futebol recebe a final masculina da Liga dos Campeões de 2026 Tibor Illyes/MTI via AP

Há quartos pouco confortáveis anunciados por 250 mil forints por noite (700 euros), mas no centro os preços são mais frequentemente de sete algarismos. As unidades de alojamento de maior categoria na capital esgotaram-se semanas antes do fim de semana da final.

Os dados mostram que as reservas de alojamento e de voos rondam 250 por cento do volume habitual. Os preços dos bilhetes de avião para o fim de semana, a partir das cidades das duas equipas finalistas, Paris e Londres, começam nos 150 mil (420 euros), mas mais provavelmente nos 200 mil forints (560 euros) por trajeto, e valores semelhantes são o ponto de partida para os quartos de hotel ainda disponíveis por noite.

Os adeptos húngaros puderam concorrer apenas a 4600 bilhetes para a final da Liga dos Campeões; o bilhete mais barato custou cerca de 25 mil forints (72 euros) e o mais caro 1,2 milhões de forints ( cerca de 3 370 euros)

UEFA também sai a ganhar

Enquanto organizadora e responsável oficial pela prova, a UEFA regista todos os anos montantes enormes com cada final.

Em 1992-1993, no arranque da Liga dos Campeões, o lucro foi de 45 milhões de euros e, no início da década de 2020, esse valor já ultrapassava largamente os 3 mil milhões de euros. A maior parte do dinheiro não vem da bilheteira.

Já em 2017, os direitos de transmissão televisiva somavam 1,7 mil milhões de euros, aos quais se juntam os patrocínios, avaliados em centenas de milhões. O lucro continua a ser gigantesco, mesmo devolvendo a UEFA um pouco mais de metade desse valor aos clubes participantes.

Hungria acolhe final da Liga dos Campeões pela primeira vez

O valor desportivo e noticioso do evento é indiscutível e, desta vez, nem foi preciso construir nova infraestrutura: Budapeste consegue, sem dificuldade, acolher durante alguns dias dezenas de milhares de visitantes e a Puskás Aréna, que custou 200 mil milhões de forints, o dobro do preço de estádios com características semelhantes, está de pé desde 2019.

A Puskás Aréna, com capacidade para 67 mil pessoas, já recebeu a final da Liga Europa em 2023 (Sevilha-Roma 1-1, 4-1 após prolongamento), a Supertaça da UEFA em 2020 (Bayern Munique-Sevilha 1-1, 2-1 após prolongamento) e jogos do Campeonato da Europa, mas a final da Liga dos Campeões representa um patamar ainda mais elevado.

É o “Super Bowl” do futebol de clubes.

Horário de início pouco habitual

A final começa invulgarmente cedo, às 18h00, o que difere das habituais decisões da Liga dos Campeões às 21h00 e há várias razões possíveis: facilitar a circulação na cidade, reforçar a segurança, oferecer uma melhor experiência a famílias e adeptos e otimizar a grelha de transmissões internacionais. Só por isso o evento já é especial.

Final integra festival de futebol de vários dias

A final da Liga dos Campeões não se resume a um jogo. A UEFA organiza habitualmente um programa que dura quase toda a semana:

  • fan zones,
  • exposição do troféu,
  • jogo de antigas glórias,
  • concertos,
  • eventos de patrocinadores,
  • experiências interativas ligadas ao futebol.

O centro de Budapeste transforma-se praticamente num carnaval de futebol.

Confronto também pode ficar na história

Na final de 2026 defrontam-se o Arsenal e o Paris Saint-Germain.

O jogo é interessante por vários motivos:

  • o Arsenal procura o primeiro título da Liga dos Campeões,
  • o PSG chega como campeão em título,
  • medem forças os atuais dominadores do futebol inglês e francês,
  • entram em campo inúmeras estrelas mundiais.

A imprensa internacional já fala desta final como uma das mais emocionantes dos últimos anos.

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