Presidente dos EUA, Donald Trump, tem insistido para que os aliados europeus da NATO destinem mais verbas às despesas de defesa.
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a Europa tem de assumir a liderança na construção de uma NATO 3.0 renovada e na criação de uma verdadeira aliança militar de linha dura.
Hegseth fez estas declarações antes de um encontro com os seus homólogos da NATO em Bruxelas, esta quinta-feira.
"A NATO 3.0 é o reconhecimento, após a Guerra Fria, de que é preciso regressar a uma verdadeira aliança militar de linha dura, com capacidades militares reais, capaz de dissuadir aqui mesmo no continente e de assumir a liderança na defesa convencional da Europa", afirmou Hegseth.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado repetidamente os aliados europeus da NATO a destinarem mais verbas à defesa e deu sinais de querer reduzir o papel de Washington na aliança, à medida que concentra mais a atenção na China e na região Indo-Pacífico.
Em maio, Washington terá informado os membros da NATO de que iria reduzir o número de bombardeiros, caças, navios de guerra e outros meios militares atribuídos à aliança.
Trump ameaçou também retirar tropas da Alemanha, no contexto de um diferendo com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e depois da Polónia, antes de acabar por recuar e anunciar o envio de mais 5 000 militares para a Polónia.
Na Cimeira de Haia, no ano passado, os membros da NATO comprometeram-se a investir 5% do PIB por ano até 2035 na defesa essencial e em áreas mais amplas ligadas à defesa e à segurança, e Hegseth afirmou que, embora muitos tenham cumprido, alguns "ainda têm de fazer mais".
"Seremos francos quanto a isso, tanto em privado como em público", disse na quinta-feira aos jornalistas, ao mesmo tempo que destacava o orçamento de defesa de 1,5 biliões de dólares proposto por Trump como uma "mensagem para o mundo".
Hegseth acrescentou que esses investimentos são cruciais para as capacidades militares dos EUA e para construir "o arsenal da liberdade que, antes de mais, protege a América e os interesses americanos, mas que também sustenta a força da NATO e dos nossos aliados".