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"Se a Ucrânia arder, Moscovo também arderá", afirma Zelenskyy após incêndio em refinaria

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy participa numa cerimónia de boas-vindas antes de consultas governamentais germano-ucranianas, em Berlim, Alemanha, terça-feira, 14 de abril de 2026
Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy participa em cerimónia de boas-vindas antes de consultas governamentais germano-ucranianas, em Berlim, Alemanha, 14 de abril de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Sasha Vakulina
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Presidente ucraniano promete responder a todos os ataques russos e diz que o ataque desta manhã à refinaria de Moscovo, após o bombardeamento de uma catedral da UNESCO, foi «totalmente justificado».

"Se Putin não quiser acabar com esta guerra e quiser prolongá-la, não ficaremos de braços cruzados, vamos responder", afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, na reação ao ataque ucraniano de quinta-feira de manhã contra a refinaria de petróleo de Moscovo.

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"Se a Ucrânia arder, Moscovo também arderá", disse Zelenskyy.

O presidente ucraniano explicou que o ataque com drones de Kiev contra a refinaria de petróleo de Moscovo é a resposta de Kiev ao ataque russo contra a Kiev-Pechersk Lavra, um dos mais importantes símbolos históricos e religiosos da Ucrânia.

"Estivemos na Lavra e disse que íamos preparar uma resposta e que a veriam. Penso que a estão a ver agora", afirmou Zelenskyy, insistindo que Kiev só quer pôr fim à guerra da Rússia.

"Não queremos esta guerra e nunca quisemos. Toda a gente o sabe e os nossos parceiros também", explicou.

Zelenskyy salientou ainda que a defesa aérea de Moscovo, a mais forte e sofisticada do país, não conseguiu intercetar o ataque com drones da Ucrânia, que classificou como "inteiramente justificado".

"Como todos podem ver, apesar dos três anéis de defesa aérea de Moscovo, dissemos que iríamos atingi-los", acrescentou.

A refinaria de petróleo de Moscovo é uma das maiores da Rússia, fornecendo cerca de 40% do mercado de combustíveis da capital e a maioria da gasolina da região.

Fornece ainda combustível de aviação aos quatro principais aeroportos de Moscovo e tem uma capacidade de processamento superior a 12 milhões de toneladas de crude por ano, segundo o Estado-Maior ucraniano.

Em conversa com jornalistas no chat presidencial de WhatsApp, Zelenskyy apelou também para o aumento da pressão sobre a Rússia.

Defendeu que as sanções devem visar o setor energético do país, a frota sombra, as receitas do petróleo e do gás, o sistema bancário, a produção de armamento e a indústria de defesa "para que a Rússia perceba que não vale a pena fazer a guerra".

"O essencial é que o povo russo comece a perceber que é apenas um homem, Putin, que está a travar esta guerra, enquanto é o povo que paga o preço de tudo".

Por isso, a pressão sobre o líder russo, Vladimir Putin, deve intensificar-se por parte da Ucrânia, da Europa e dos Estados Unidos, defendeu Zelenskyy.

"Está também na altura de os russos voltarem a si e pressionarem o seu líder", concluiu.

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