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Ucrânia e Moldova preparam-se para iniciar mais uma fase das negociações de adesão à UE

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e a mulher Olena Zelenska com a presidente irlandesa Catherine Connolly à chegada à Irlanda, terça-feira, 2 de dezembro de 2025
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e a mulher Olena Zelenska com a presidente irlandesa Catherine Connolly à chegada à Irlanda na terça-feira, 2 de dezembro de 2025 Direitos de autor  AP Photo/Brian Lawless
Direitos de autor AP Photo/Brian Lawless
De Jorge Liboreiro & Luca Bertuzzi
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Os países da UE concordaram por unanimidade em dar início ao processo de abertura de um novo capítulo de adesão com a Ucrânia e a Moldova, relativo às relações externas, com uma cerimónia formal prevista para 14 de julho.

A Ucrânia e a Moldova alcançaram mais um marco nas suas candidaturas à adesão à UE numa reunião técnica realizada na sexta-feira, quando os Estados-membros concordaram por unanimidade em avançar com a abertura de mais um bloco de negociações.

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A decisão de desbloquear o bloco seis ("Relações Externas") marca mais um passo no processo de adesão dos dois candidatos, refletindo a mudança gradual de posição da Hungria na sequência da vitória esmagadora de Péter Magyar sobre Viktor Orbán nas eleições.

Orbán tinha mantido a candidatura de Kiev em suspenso durante anos devido a um litígio relativo ao tratamento da minoria húngara no oeste da Ucrânia.

O novo governo de Magyar colaborou com a parte ucraniana para resolver a questão, o que conduziu à tão aguardada abertura do primeiro bloco no início de junho.

A Comissão Europeia e a Ucrânia têm pressionado para que os cinco domínios restantes sejam abertos antes das férias de verão, a fim de demonstrar a vontade política de fazer avançar rapidamente o processo de adesão.

Budapeste, no entanto, tem resistido até agora à pressão para desbloquear todos os blocos restantes com a Ucrânia num período tão curto, devido a razões políticas internas.

A presidência irlandesa do Conselho da UE, que teve início a 1 de julho, adotou, consequentemente, uma abordagem mais pragmática, propondo a abertura gradual de um domínio de cada vez.

A abordagem gradual parece estar a dar frutos: a Hungria concordou, juntamente com os outros 26 Estados-membros, em abrir o sexto bloco — que abrange as relações externas, a política externa e a segurança —, o qual é relativamente menos controverso do que outras áreas políticas.

A medida acordada na sexta-feira consiste na chamada "carta de avaliação", que conclui formalmente a análise comparativa da legislação de um país candidato em relação ao quadro jurídico da UE.

Está previsto que uma carta de convite seja aprovada na próxima reunião de embaixadores, na quarta-feira, como ponto que não será objeto de debate, o que significa que deverá ser aprovada sem controvérsia.

A posição comum da UE para finalizar a abertura do sexto bloco deverá ser aprovada na segunda-feira, 13 de julho, seguida de uma abertura formal numa Conferência Intergovernamental no dia seguinte.

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