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Ucrânia: junho foi o mês mais mortal para civis em mais de quatro anos

Elementos dos serviços de emergência trabalham para extinguir um incêndio após ataques com mísseis russos em Kiev, 6 de julho de 2026
Equipa de serviços de emergência combate incêndio após ataques com mísseis russos em Kiev, 6 de julho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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No total, a ONU registou 16 431 mortes confirmadas de civis na Ucrânia desde a invasão russa em fevereiro de 2022, entre as quais 803 eram crianças.

Mais civis foram mortos na Ucrânia em junho do que em qualquer outro mês desde abril de 2022, indicou na terça-feira a ONU, numa altura em que a Rússia intensifica os ataques com mísseis de longo alcance.

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Aproveitando a escassez de mísseis de defesa aérea da Ucrânia, a Rússia intensificou nos últimos meses os bombardeamentos sobre áreas urbanas densamente povoadas, sobretudo a capital, Kiev.

Pelo menos 293 civis foram mortos e 1 990 ficaram feridos na Ucrânia em junho de 2026, segundo a missão de monitorização dos direitos humanos da ONU na Ucrânia (fonte em inglês).

Foi o número mais elevado desde abril de 2022, o segundo mês completo da invasão russa, que já dura há quatro anos e meio.

O aumento deveu-se sobretudo a ataques de longo alcance da Federação Russa, que afetaram principalmente centros urbanos longe da linha da frente, acrescentou a ONU.

Nos primeiros seis meses de 2026, o número de mortes de civis verificadas na Ucrânia foi de 1 396, mais 37% do que no ano passado e mais do dobro de 2024.

As autoridades russas também relataram um aumento das vítimas civis no seu território, referindo 250 civis mortos nos primeiros seis meses de 2026, uma subida de 121% face ao ano anterior, indicou o relatório.

No total, a ONU registou 16 431 mortes de civis verificadas na Ucrânia desde a invasão russa em fevereiro de 2022, entre as quais 803 crianças.

Mas a organização considera que este número é provavelmente bastante inferior ao real, já que não consegue verificar quantos morreram nos combates intensos do início da guerra em zonas atualmente sob controlo russo, incluindo Mariupol e Lysychansk, onde milhares terão sido mortos.

A Ucrânia parece ter estabilizado a frente nos últimos meses, mas, desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel no Irão, as reservas de defesa aérea foram-se esgotando, deixando as cidades expostas aos bombardeamentos russos.

Volodymyr Zelenskyy, presidente ucraniano, tem apelado aos Estados Unidos e aos aliados europeus para que ajudem a colmatar esta falta.

As conversações para pôr fim ao conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial estão praticamente congeladas.

Outras fontes • AFP

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