As buscas da Polícia Judiciária (PJ) a um porta-contentores suspeito de transportar droga ainda decorrem no Porto de Sines e "deverão continuar pela noite dentro", confirmou fonte oficial da autoridade à Euronews.
A Polícia Judiciária (PJ) está, esta terça-feira, a realizar buscas num porta-contentores suspeito de transportar droga. As diligências estão em curso no Porto de Sines, no litoral alentejano, e foram confirmadas à Euronews por fonte oficial da referida autoridade, na sequência de uma notícia avançada pela SIC.
De acordo com a estação televisiva, o navio "MAERSK NOKWANDA", com pavilhão de Hong Kong e proveniente do Panamá, seguia "com várias toneladas de cocaína" a bordo, o que motivou o encaminhamento da embarcação para o Porto de Sines para uma verificação mais aprofundada, após ter sido intercetado na manhã desta terça-feira.
À Euronews, a PJ indicou, a meio da tarde, que os trabalhos ainda estavam a decorrer no local "e deverão continuar pela noite dentro", devido à sua complexidade. Por esse motivo, a mesma fonte remeteu esclarecimentos sobre o resultado da operação para mais tarde.
Entretanto, a RTP avançou que a iniciativa conta ainda com o envolvimento da Marinha e da Força Aérea, estando prevista uma conferência de imprensa sobre o tema ainda esta terça-feira, de acordo com a cadeia televisiva.
Mais de duas toneladas de cocaína deram à costa no litoral alentejano
As buscas ocorrem depois de, no final de julho, segundo comunicado divulgado no site da Autoridade Marítima Nacional (AMN), a Polícia Marítima ter apreendido 2,1 toneladas de cocaína "ao longo do litoral alentejano, a sul da Península de Troia".
Segundo a AMN, a droga foi encontrada no decurso de uma "ação de patrulhamento e vigilância" levada a cabo pela Polícia Marítima, "que contou com o apoio de elementos da Autoridade Marítima Local e de fuzileiros da Marinha Portuguesa", durante a qual foram detetados "vários fardos de material estupefaciente e recipientes de combustível na linha de costa".
No total, foram recolhidos "2.100 quilogramas de cocaína", bem como "diverso material logístico associado ao tráfico internacional de estupefacientes", lê-se na nota de imprensa.
A investigação está agora a cargo da Polícia Judiciária (PJ). No entanto, segundo noticiado na segunda-feira pelo jornal "Expresso", esta organização policial e a Autoridade Marítima Nacional suspeitam que os estupefacientes apreendidos terão chegado ao litoral alentejano por força das correntes marítimas.
De acordo com o jornal, tudo aponta para que os fardos tenham sido lançados ao mar por traficantes durante uma perseguição policial que teve lugar, dias antes, ao largo do Cabo Espichel.
Até ao momento, as autoridades não estabeleceram qualquer relação entre a apreensão realizada no final de julho e as buscas desta terça-feira no Porto de Sines.