O Ministério Público de Nîmes anunciou esta quarta-feira a detenção de dois suspeitos na investigação por homicídio. O corpo foi encontrado numa vinha na semana passada.
A 12 de agosto, foi encontrado nas vinhas de Saint-Gilles, uma pequena aldeia situada a cerca de vinte quilómetros de Nîmes, no sul de França, o corpo “parcialmente carbonizado” de uma mulher.
Uma semana depois, o Ministério Público de Nîmes anunciou que o corpo tinha sido identificado como o da influenciadora de 29 anos Sonia Bellina, após “a receção dos resultados da perícia ao ADN”.
Sonia Bellina tinha mais de 250.000 seguidores no TikTok. Publicava nas redes sociais vídeos de dança, karaoke, playback e outros dedicados à moda ou aos tormentos amorosos. Comunicava também com os seguidores em sessões em direto. A viver em Paris, deslocava-se regularmente ao Gard, de onde é originária, para passar tempo com a família.
Num comunicado, a procuradora da República em Nîmes, Cécile Gensac, indica que dois homens foram detidos esta quarta-feira e depois “colocados sob custódia policial devido a elementos que levam a suspeitar da sua participação nos factos, direta ou indireta”. Um deles, já conhecido por violência e porte de arma, é suspeito de ter sido o último a contactar a influenciadora na noite dos factos.
Uma mulher que se apresenta como irmã relata a noite do desaparecimento: “Ela disse-nos, à uma da manhã: ‘Já volto, vou ver alguém, volto rapidamente’.”
E prossegue: “Não levou o saco, não levou nada, saiu assim mesmo. O telefone desligou-se às duas da manhã. Tentámos ligar-lhe. Nada. O telefone estava desligado.”
Na segunda-feira, o diário Midi libre entrevistou uma mulher apresentada como irmã mais velha da vítima, que afirmava num vídeo: “Ela cruzou-se com o tipo errado no momento errado”.
Noutro vídeo que circula nas redes sociais, uma irmã da jovem dizia recear que ela tivesse sido vítima de um homem com quem se relacionava, garantindo que a família não conhece a sua identidade.
Questionado pela Agência France-Presse (AFP), o advogado da família, Mourad Battikh, condenou a “crueldade sem nome” das reações online aos numerosas vídeos em que a jovem exibe o corpo.
“Processaremos cada pessoa que se torne autora de uma infração”, advertiu.