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França: pai de aluno preso por ameaçar decapitar professora

Presidente francês Emmanuel Macron, acompanhado pelo ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, no liceu Chaptal, em Mende, no sul de França.
O presidente francês Emmanuel Macron, acompanhado do ministro francês da Educação Nacional, Édouard Geffray, no liceu Chaptal, em Mende, no sul de França. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Nina Borowski
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A discussão eclodiu depois de a professora ter pedido à criança de 9 anos para não "se armar em esperto". O pai foi imediatamente detido e agora condenado a seis meses de prisão.

Um homem foi condenado na quinta-feira a seis meses de prisão efetiva, com detenção imediata, pelo tribunal correcional de Toulouse, depois de ter ameaçado "cortar a cabeça” a uma professora da escola do filho.

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Os factos remontam a 4 de setembro, três dias após o início do ano letivo. Convocado pela direção da escola onde do filho de nove anos, em Le Fauga, uma localidade perto de Toulouse, o pai de três crianças confrontou uma professora no parque de estacionamento do estabelecimento.

O filho acabara de ser mudado de turma devido ao seu comportamento. Ao vê-lo sorrir à saída das aulas, a professora tinha-o convidado a não “se armar em esperto”, observação que o pai não aceitou.

A altercação continuou depois no interior da escola, onde o pai reiterou as ameaças, nomeadamente perante a diretora.

Palavras de “grande violência”

Durante audiência no tribunal, o arguido apresentou desculpas, afirmando não ter “medido a gravidade” das suas palavras.

Descrevendo-se como “muito protetor” dos filhos, garantiu não ser uma pessoa violenta e disse não saber o que lhe aconteceu naquele dia.

O presidente do tribunal, Fabrice Rives, denunciou “declarações extremamente preocupantes” e de “grande violência”, fazendo referência explícita ao assassínio de Samuel Paty.

A procuradora da República, Marie Caumont, tinha requerido seis meses de prisão com pulseira eletrónica. Pediu igualmente uma ação de sensibilização para a cidadania, assim como a proibição, durante três anos, de contactar a professora ou de se aproximar da escola.

O tribunal foi mais longe ao decretar seis meses de prisão efetiva, com detenção imediata, mantendo as penas acessórias requeridas pelo Ministério Público.

A advogada de defesa, Me Majouba Saihi, reconheceu “factos graves”, mas pediu que o seu cliente fosse julgado como “um pai de família”, sem atender à sua confissão muçulmana.

Professora “traumatizada”

Com 58 anos e experiente, a professora está atualmente de baixa médica. Encontra-se “traumatizada”, segundo o advogado do reitorado, Me Jocelyn Momasso-Momasso.

O ministro da Educação, Edouard Geffray, indicou que lhe foi concedida a “proteção funcional”. Anunciou igualmente a aplicação de um decreto publicado este verão para proteger o pessoal da Educação Nacional face às ameaças e violências de pais de alunos.

Em vigor desde o fim de julho, o diploma permite impor a mudança de escola a um aluno quando um dos pais “compromete gravemente” o seu funcionamento ou “faz recair um risco claro sobre a segurança ou a saúde de um membro da comunidade educativa”.

Em audiência, o arguido referiu já ter aceitado mudar de escola dois dos três filhos que ali estavam inscritos.

Outras fontes • AFP

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