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TikTok investiga bloqueio de vídeos sobre Epstein e anti-Trump entre acusações de censura

Arquivo - Logótipo do TikTok num telemóvel, em frente de um ecrã de computador com a página inicial do TikTok, 14 de outubro de 2022, em Boston
Arquivo - Logótipo do TikTok mostrado num telemóvel, à frente de um ecrã de computador com a página inicial do TikTok, 14 de outubro de 2022, em Boston Direitos de autor  (AP Photo/Michael Dwyer, File)
Direitos de autor  (AP Photo/Michael Dwyer, File)
De Pascale Davies
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Surge polémica na sequência de uma reestruturação em larga escala das operações da TikTok nos Estados Unidos.

O TikTok diz estar a investigar por que razão utilizadores da plataforma terão sido impedidos de usar a palavra "Epstein" em mensagens diretas.

A polémica surge após várias figuras públicas, incluindo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e músicos como Billie Eilish, terem acusado o TikTok de censurar vídeos críticos da administração Trump e da sua ofensiva contra a imigração.

A controvérsia segue-se a uma profunda reorganização das operações do TikTok nos EUA. A ByteDance, empresa chinesa que detém o TikTok, foi obrigada a alienar a participação maioritária no negócio da plataforma nos EUA. Uma entidade autónoma do TikTok nos EUA passou a ser controlada por um conselho de administração maioritariamente americano, composto sobretudo por investidores dos EUA.

O algoritmo de recomendação de conteúdos da plataforma foi licenciado à Oracle, empresa tecnológica liderada por Larry Ellison, aliado de Trump.

"Não temos regras que impeçam partilhar o nome 'Epstein' em mensagens diretas e estamos a investigar por que motivo alguns utilizadores estão a ter problemas", disse um porta-voz da operação norte-americana do TikTok, em declaração à NPR, na terça-feira.

Desde a mudança de controlo na semana passada, utilizadores do TikTok também alegaram que vídeos sobre rusgas do ICE (Serviços de Imigração e Controlo Aduaneiro dos EUA) e protestos em Minneapolis foram alvo de censura.

O TikTok disse numa declaração na noite de segunda-feira que estava a lidar com um "grave problema de infraestrutura provocado por uma falha de energia" num dos seus centros de dados nos EUA e sugeriu que isso estava a causar "várias falhas" aos utilizadores.

"Os criadores podem, temporariamente, ver '0' visualizações ou gostos nos vídeos, e os seus ganhos podem parecer em falta. Trata-se de um erro de apresentação causado por tempos de expiração nos servidores", acrescentou.

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou na segunda-feira que vai investigar se o TikTok está a violar a lei do Estado ao censurar conteúdos.

"É altura de investigar", escreveu numa publicação na X na noite de segunda-feira. "Estou a iniciar uma análise para apurar se o TikTok está a violar a lei do Estado ao censurar conteúdo crítico de Trump."

O gabinete de imprensa de Newsom afirmou ainda, em comunicado: "Após a venda do TikTok a um grupo empresarial alinhado com Trump, o nosso gabinete recebeu relatos e confirmou, de forma independente, casos de supressão de conteúdos críticos do Presidente Trump."

Euronews Next solicitou comentário ao TikTok, mas não obteve resposta à hora de publicação.

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