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Estados Unidos: médico que ajudou doentes em navio com hantavírus deixa isolamento

O navio de cruzeiro MV Hondius, afetado pelo hantavírus, encontra-se fundeado no porto de Granadilla, em Tenerife, ilhas Canárias, Espanha, segunda-feira, 11 de maio de 2026.
Navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por hantavírus, está fundeado no porto de Granadilla, em Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha, segunda-feira, 11 de maio de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Arturo Rodriguez
Direitos de autor AP Photo/Arturo Rodriguez
De Roselyne Min com AP
Publicado a Últimas notícias
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O médico norte-americano Stephen Kornfeld, que ajudou a tratar passageiros doentes durante o surto de hantavírus num navio de cruzeiro, foi o único cidadão dos Estados Unidos enviado para a unidade de biocontenção de alta segurança do Nebraska após um resultado de teste inconclusivo.

Um médico norte-americano que ajudou a tratar passageiros doentes durante uma viagem num navio de cruzeiro atingido por um surto de hantavírus foi autorizado a sair de um quarto hospitalar de alta segurança, onde estava isolado depois de um resultado de teste inconclusivo.

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Stephen Kornfeld estava entre mais de 120 passageiros e tripulantes retirados do navio e transportados de avião para vários países para cumprir quarentena.

Foi um dos 16 cidadãos norte-americanos levados para o Centro Médico da Universidade do Nebraska, nos Estados Unidos, depois de uma zaragatoa nasal colhida a bordo ter dado um resultado pouco claro para o vírus.

Ficou internado na Unidade de Biocontenção do Nebraska, uma área hospitalar selada utilizada para vigiar ou tratar em segurança “doentes com doenças transmissíveis altamente perigosas”, segundo a unidade.

Na quarta-feira, a porta-voz Kayla Thomas disse que Kornfeld se vai juntar agora a outros 15 norte‑americanos que estão a ser monitorizados na Unidade Nacional de Quarentena, em vez de permanecer na unidade de isolamento.

“Sinto‑me ótimo, a 100%”, disse Kornfeld à CNN numa entrevista em vídeo, na terça‑feira.

Antes de ser autorizado a deixar a unidade, descreveu o espaço como um quarto de hospital confortável.

“É um pouco estranho estar aqui sozinho”, afirmou. “Mas as enfermeiras entram, os médicos entram. Estou sempre no WhatsApp. É incrível como o tempo passa depressa.”

Kornfeld explicou que a zaragatoa nasal feita no navio foi testada duas vezes nos Países Baixos, com um resultado negativo e outro positivo. Foi realizado um novo teste depois de chegar aos EUA.

“O primeiro teste que recebemos tinha sido feito no estrangeiro e os resultados eram inconclusivos”, afirmou David Fitter, dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, na quarta‑feira.

Outros dois norte‑americanos ligados ao surto estão a ser acompanhados numa unidade especializada em doenças infeciosas do Hospital Universitário de Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos.

De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde, publicados a 13 de maio, foram identificados 11 casos associados ao surto no navio de cruzeiro, oito deles confirmados, além de três mortes entre passageiros ou tripulantes. Um caso mantém‑se inconclusivo e está a ser alvo de mais testes.

Passageiros e tripulantes regressaram entretanto aos respetivos países, onde as autoridades de saúde continuam a monitorizá‑los.

O primeiro‑ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o diretor‑geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificaram a operação internacional de evacuação e quarentena como um “sucesso”.

“Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e geridos sob rigorosa supervisão médica, minimizando o risco de novas transmissões”, afirmou Tedros.

A OMS recomenda 42 dias de quarentena em casa ou numa unidade designada, a contar do dia da saída do navio.

A agência admite que surjam mais casos, tendo em conta a dinâmica de propagação a bordo de um navio e o período de incubação do vírus, mas alerta que “de momento, não há sinais de que estejamos a assistir ao início de um surto mais alargado”.

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