Reabre o trilho PR1 Vereda do Areeiro, com 7 km, após obras de recuperação na sequência do incêndio florestal de 2024
Na Madeira, o PR1 Vereda do Areeiro, um trilho pedestre deslumbrante que liga três dos pontos mais altos do arquipélago português, reabre em abril, após dois anos fechado a caminhantes.
Segundo a Visit Madeira, a entidade de promoção turística, a renovação do trilho insere-se no "compromisso contínuo de investimento em infraestruturas, programas de conservação e atividades turísticas centradas na comunidade", no âmbito da mais recente campanha de sensibilização: Explore. Respeite. Preserve.
O trilho teve de ser encerrado em 2024 devido a um incêndio florestal, que danificou grande parte do percurso e obrigou a extensas melhorias de segurança.
Com as obras de recuperação concluídas, o percurso de 7 km, que atravessa os picos do Pico do Areeiro (1.818 m), Pico das Torres (1.851 m) e Pico Ruivo (1.862 m), voltará em breve a receber caminhantes.
A caminhada em altitude começa no miradouro do Pico do Areeiro, ao longo de um trajeto de cerca de três horas e meia por túneis escavados na rocha vulcânica, cristas íngremes e miradouros panorâmicos acima das nuvens.
Os caminhantes atravessam também o Maciço Montanhoso Central, área protegida reconhecida pelos habitats e biodiversidade únicos. Com alguma sorte e uma câmara à mão, podem avistar espécies e subespécies de aves, como o canário, a petinha-de-Berthelot e o andorinhão-da-serra, exclusivas da Madeira e dos arquipélagos vizinhos da Macaronésia, no Atlântico Norte.
Sublinhando a conservação do clima, a Visit Madeira apela a visitantes e residentes para que "protejam a ilha", com orientações que desaconselham arrancar flora e perturbar a fauna. Os viajantes são ainda convidados a não deixar lixo e a lembrar que "os animais não são atrações", já que o contacto humano excessivo interfere nos seus comportamentos naturais.
Madeira: taxas financiam manutenção dos trilhos e conservação da natureza
Quem quiser percorrer o trilho prestes a reabrir terá de pagar uma taxa de acesso.
Com a reabertura integral do PR1 Vereda do Areeiro passa a aplicar-se uma taxa de 10,50 euros. Em comparação, os restantes percursos pedestres classificados têm uma taxa de 4,50 euros.
"Maior necessidade de manutenção e novas infraestruturas justificarão uma taxa de acesso mais elevada", referiram as autoridades em 2024, quando anunciaram estas taxas.
As receitas destas taxas financiam a manutenção dos trilhos, melhorias de segurança e proteção ambiental, ajudando também a gerir os fluxos de visitantes.
Em 2025 (fonte em inglês), a ilha portuguesa introduziu novas regras para os percursos pedestres, com o objetivo de proteger a natureza e melhorar a experiência dos visitantes, incluindo o escalonamento das entradas ao longo do dia para reduzir a concentração nas horas de maior procura e aliviar a pressão sobre os ecossistemas da ilha.
Estas regras entraram em vigor a 1 de janeiro de 2026.
As taxas de acesso a trilhos como a Vereda da Ponta de São Lourenço, de 6 km, a Vereda do Pico Ruivo, de 5,6 km, e a Levada do Rei, de 10,6 km, são de 4,50 euros quando o pagamento é feito no momento da reserva. Se a marcação for efetuada com antecedência, aplica-se uma tarifa ligeiramente mais baixa, de 3 euros.
Os residentes na Madeira estão isentos do pagamento destas taxas, mas é obrigatória a inscrição prévia para todos.
A reabertura do PR1 Vereda do Areeiro coincide com o desafio de corrida Madeira Island Ultra Trail, que decorre de 25 a 26 de abril de 2026.