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'Skillidays': quase metade dos turistas europeus quer aprender nova competência este verão

Entre 27 000 turistas europeus inquiridos, 37% disseram já ter marcado férias para aprender uma nova competência.
Entre 27 mil turistas europeus inquiridos, 37% afirmou já ter marcado férias para aprender uma nova competência Direitos de autor  Photo by Golero via Mastercard
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De Fakhriya M. Suleiman
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Um inquérito da Mastercard revela que muitos europeus trocam dias à beira da piscina por aulas de culinária, cerâmica e ateliers criativos nas férias, valorizando mais as competências adquiridas do que os souvenirs tradicionais.

Talvez não seja possível ensinar truques novos a cães velhos, mas é sempre possível aprender uma nova competência, ou duas, durante as férias. E tudo indica que cada vez mais viajantes na Europa procuram precisamente isso neste verão.

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Num inquérito a mais de 27 000 veraneantes em 28 países europeus, a Mastercard concluiu que quase metade dos participantes, 48%, tenciona aprender uma nova competência como parte dos planos de viagem.

Além disso, 42% dos turistas europeus estão dispostos a pagar mais por uma viagem em que possam aprender algo novo e procuram operadores locais que ofereçam experiências autênticas.

Entre os 28 países inquiridos – incluindo viajantes da Áustria, França, o Reino Unido, Itália, Portugal e Suíça – mais de um terço, 37%, já reservou uma viagem focada na aprendizagem de competências, batizada de "skilliday" pela empresa de cartões de pagamento.

A geração Z lidera esta tendência, com 57% dos jovens dos 18 aos 24 anos a planear já uma viagem centrada em competências nesta época de férias. Este valor desce ligeiramente entre os mais velhos da geração Z, com 52% dos jovens dos 24 aos 34 anos a seguir o mesmo caminho.

De acordo com as conclusões da Mastercard, 51% afirmam que aprender algo novo fora de casa torna a viagem bastante mais significativa, e 48% consideram que as competências adquiridas são mais valiosas do que as recordações que levam para casa.

"Os turistas de hoje procuram experiências de viagem que deixem uma marca duradoura, que os ajudem a criar memórias e, cada vez mais, memórias musculares", afirmou Natalia Lechmanova, economista-chefe para a Europa no Mastercard Economics Institute.

"Isto reflete também uma mudança mais ampla na forma como as pessoas valorizam o seu dinheiro. A despesa em experiências tem-se revelado mais resiliente do que a despesa em bens, e as viagens centradas em competências situam-se precisamente na parte de maior valor desse tipo de consumo.

"As viagens em que se aprende uma competência tendem a levar as pessoas para fora dos pontos turísticos mais congestionados e a encaminhá-las para cidades mais pequenas, zonas rurais e épocas mais tranquilas, ajudando a distribuir de forma mais equilibrada os benefícios do turismo."

Que competências querem os europeus aprender em viagem em 2026

  1. Frases básicas e conversação numa nova língua – 30%
  2. Competências culinárias e workshops de cozinha com chefs locais – 28%
  3. Produção de alimentos e bebidas, incluindo fabrico de queijo – 28%
  4. Bem-estar e movimento, incluindo meditação e artes marciais – 25%
  5. Artesanato tradicional, incluindo tecelagem, carpintaria e têxteis – 24%
  6. Artes criativas, incluindo fotografia, pintura e escrita – 23%
  7. Desporto, incluindo esqui, surf e caminhadas – 19%
  8. Competências de sobrevivência e atividades ao ar livre, incluindo recolha de alimentos na natureza, orientação e técnicas de bushcraft – 18%
  9. Artesanato patrimonial e técnicas tradicionais – 14%
  10. Competências de vida sustentável, incluindo permacultura e conservação – 13%

Quem quer aprender o quê

O inquérito da Mastercard analisou também de que forma a tendência das "skillidays" se manifesta de forma diferente entre os viajantes no continente europeu.

Aprender uma língua foi mais popular entre os sérvios, com 45%, enquanto os romenos se revelaram os mais apaixonados pela gastronomia, com 41% desejosos de frequentar uma aula de cozinha no estrangeiro. Viajantes da Suécia mostram também um forte interesse na produção de alimentos, com 37% a manifestar vontade de o fazer.

Experiências centradas no bem-estar e no movimento, como yoga, meditação e dança, revelaram-se importantes para 35% dos eslovenos, enquanto 31% dos italianos inquiridos gostariam de aprender artesanato tradicional, como cerâmica, tecelagem e carpintaria.

Desenvolver competências nas artes criativas, em áreas como fotografia, pintura e escrita, é igualmente popular entre croatas e sérvios, com 31%.

A plataforma global de pagamentos concluiu ainda que os ucranianos são os viajantes mais focados na forma física, com 28% a procurar desenvolver uma nova competência desportiva.

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