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Cuba em crise no turismo: setor quase totalmente paralisado

Turismo em Cuba está em “quase total paralisia”
Sector do turismo em Cuba está em “quase total paralisia” Direitos de autor  Photo by Alexander Kunze on Unsplash
Direitos de autor Photo by Alexander Kunze on Unsplash
De Mike Starling & AFP
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Turismo em Cuba sofreu forte impacto das sanções dos EUA e da falta de combustível, deixando perto de três quartos dos hotéis encerrados na ilha

Setor do turismo em Cuba está “quase totalmente paralisado” devido às sanções dos Estados Unidos e à escassez de combustível, afirmou o primeiro-ministro Manuel Marrero, com perto de três quartos dos hotéis já encerrados.

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Ao detalhar pela primeira vez a dimensão da crise turística, Marrero adiantou que sete cadeias internacionais, responsáveis por cerca de metade dos quartos de hotel, já abandonaram a ilha.

O turismo era a segunda maior fonte de receitas em moeda estrangeira de Cuba, empregando mais de 300 mil pessoas antes de a crise se agravar este ano.

Atualmente, as ruas de Havana Velha, outrora cheias de turistas em busca de sol, salsa e cocktails, estão quase desertas. Cerca de 73% dos hotéis foram encerrados, afirmou Marrero, e cerca de 25 mil trabalhadores ficaram “em situação vulnerável”.

Depois de Havana ter anunciado, em fevereiro, uma escassez de combustível de aviação, companhias aéreas canadianas, russas e europeias suspenderam os voos para a ilha.

Os problemas do setor agravaram-se após Washington impor, em maio, sanções ao conglomerado GAESA, controlado pelos militares, levando vários operadores internacionais a pôr termo aos contratos de gestão hoteleira para evitarem penalizações norte-americanas.

A queda do turismo em 2026 tem sido “grave”, referiu o meio de comunicação CiberCuba (fonte em inglês). Entre janeiro e junho de 2026, Cuba recebeu apenas 360 mil visitantes internacionais – menos 58% face ao mesmo período do ano anterior.

Esta diminuição sucede a um “já de si catastrófico 2025” para o setor turístico cubano. No ano passado, a ilha recebeu 1,81 milhões de turistas internacionais, “o pior valor desde 2002 e muito aquém da meta oficial de 2,6 milhões”.

Cuba: cadeias hoteleiras abandonam ilha após três décadas

Sete cadeias hoteleiras internacionais cessaram agora a atividade na ilha – o que representa 46% dos quartos geridos sob esse modelo.

Apesar de os grupos espanhóis Meliá e Iberostar continuarem a operar hotéis em parceria com o Ministério do Turismo de Cuba, Washington alargou as sanções em julho.

A Meliá Hotels International comunicou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) que vai cessar a atividade nos seus 34 hotéis na ilha a 24 de julho, enquanto a Iberostar e a Barceló confirmaram que já não operam unidades hoteleiras no país.

A decisão conclui um processo de retirada iniciado em junho do ano passado e assinala o fim de mais de três décadas de protagonismo das principais empresas espanholas no setor turístico cubano, um dos pilares da economia da ilha.

Meliá explicou que a decisão resulta das dificuldades operacionais, legais, económicas e financeiras que têm afetado de forma persistente Cuba.

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