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Ucrânia e aliados em destaque no desfile de 14 de Julho em Paris

Carros de combate e viaturas blindadas desfilam nos Champs-Élysées durante o desfile de 14 de julho, segunda-feira, 14 de julho de 2025, em Paris.
Carros de combate e veículos blindados desfilam nos Campos Elísios no desfile de 14 de julho, segunda-feira, 14 de julho de 2025, em Paris. Direitos de autor  (Photo AP/Christophe Ena)
Direitos de autor (Photo AP/Christophe Ena)
De Etienne Paponaud com AP
Publicado a Últimas notícias
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Macron preside esta terça-feira ao décimo e último desfile de 14 de julho dos seus dois mandatos de cinco anos, ao lado de Volodymyr Zelensky.

Marcado pelo “despertar estratégico da Europa”, o desfile de 14 de julho promete uma edição particularmente intensa para o público. Dezenas de milhares de pessoas deverão assistir no centro de Paris, em plena vaga de calor.

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O Eliseu anunciou que o recorde de participantes será batido: mais de 6 600 soldados vão desfilar a pé, contra 5 800 no ano passado. Haverá também mais 30% de veículos e aeronaves. O evento pretende ilustrar, em imagens, os aumentos do orçamento das Forças Armadas impulsionados por Emmanuel Macron para responder às crises geopolíticas.

França: 35 países nos Campos Elísios

É uma das particularidades desta edição. Este ano, tropas de países aliados de Kiev, bem como soldados e copilotos ucranianos, vão participar no desfile, sob o olhar de Volodymyr Zelensky, presente na tribuna oficial.

Os 35 países membros da “coligação de voluntários”, iniciativa lançada a 17 de fevereiro de 2025 pela França e pelo Reino Unido para apoiar uma paz duradoura na Ucrânia, vão desfilar ao lado dos soldados franceses. Delegações da NATO e da União Europeia estarão igualmente presentes.

Soldados ucranianos desfilam com a sua bandeira nacional durante um ensaio para o próximo desfile de 14 de Julho, na quinta-feira, 9 de Julho de 2026, nos Campos Elísios, em Paris.
Soldados ucranianos desfilam com a sua bandeira nacional durante um ensaio para o próximo desfile de 14 de Julho, na quinta-feira, 9 de Julho de 2026, nos Campos Elísios, em Paris. (Photo AP/Michel Euler)

Desde o ano passado, França e Reino Unido lideram esta coligação, que reúne países dispostos a integrar uma força multinacional dirigida pela Europa e a ser enviada para o terreno na Ucrânia assim que um cessar-fogo for acordado.

Na segunda-feira, Emmanuel Macron afirmou que a Europa lutará com unhas e dentes pela liberdade. "A mensagem que dirigimos ao mundo é a seguinte: sim, a paz é o nosso objetivo", declarou num discurso tradicional perante as Forças Armadas. "Sim, prezamos a liberdade e o Estado de direito. E sim, estamos prontos a lutar para os defender. Sempre, e ao preço de sangue, se necessário".

Um membro da comitiva presidencial afirmou que este desfile será "um símbolo forte de uma Europa que toma consciência dos riscos do mundo e da necessidade de assumir o seu próprio destino".

O desfile militar deste ano será o último de Macron como presidente, antes de deixar funções após as eleições presidenciais previstas para abril do próximo ano.

"Patrouille de France" abre o desfile

O presidente da República deve chegar esta terça-feira à praça da Concórdia às 9h50 para uma revista às tropas. A Patrouille de France deverá depois dar início ao desfile às 10h21, com o sobrevoo da avenida dos Campos Elísios por nove Alphajet em formação cerrada.

Depois, seguem-se centenas de soldados, 35 países aliados e dezenas de aviões de combate. O desfile equestre da Guarda Republicana deverá encerrar a parada antes de um momento final, às 11h50, em homenagem aos 400 anos da Marinha Nacional, fundada em 1626 pelo cardeal Richelieu.

No seu programa, o ministério das Forças Armadas anuncia "uma interação dinâmica, pela primeira vez, entre as tropas no solo e o apoio aéreo" para ilustrar ao público a complementaridade das componentes terrestres, navais e aéreas.

Unidades empenhadas na NATO em destaque

Quatro unidades são particularmente destacadas este ano. O 501.º regimento de carros de combate, baseado no departamento de Marne e herdeiro do primeiro ataque blindado da história militar francesa, em 1917, foi recentemente deslocado para a Roménia como nação-quadro do batalhão multinacional da NATO.

O 3.º regimento de artilharia de marinha, criado em 1803 e baseado no Var, representa o empenhamento francês no batalhão da NATO na Estónia, onde o sistema Scorpion MEPAC (artilharia) realizou a sua primeira projeção operacional em maio de 2026.

O grupo de mergulhadores sapadores do Mediterrâneo, com 70 marinheiros baseados em Toulon, e a Brigada aérea da aviação de caça, com 4 mil aviadores empenhados no flanco oriental da Europa, completam este quarteto.

Ao todo, 6 686 mulheres e homens, 98 aviões, 33 helicópteros, 315 veículos e 193 cavalos vão reunir-se esta terça-feira nos Campos Elísios.

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