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Migrantes que passaram de Marrocos para Espanha são escoltados pela polícia espanhola para abrigos temporários após serem retirados de uma praia em Ceuta, enclave espanhol

Vídeo. Espanha transfere centenas de migrantes da praia de Ceuta para abrigos temporários

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Espanha começou a transferir migrantes de um acampamento improvisado na praia El Trampolín, em Ceuta, na quinta-feira, 20 de agosto, quase três semanas após um afluxo em massa ter deixado milhares sem abrigo adequado no enclave norte-africano

Agentes da Polícia Nacional e da Guarda Civil escoltaram migrantes para centros de acolhimento temporário em Loma Margarita e El Embolsamiento. Até ao fim da manhã tinham sido transferidas mais de 1 200 pessoas, embora fontes locais apontem para um total de até 1 700. A praia foi entretanto esvaziada, mas alguns migrantes regressaram.

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Espanha preparou espaço para cerca de 1 800 pessoas em instalações militares e tendas, com mais locais previstos para abrir nos próximos dias. Os centros destinam‑se a assegurar água, alimentação, instalações sanitárias, apoio psicossocial e alojamento mais seguro, ao mesmo tempo que repõem as condições de higiene na praia.

A agência da ONU para os refugiados exortou Espanha a garantir o acesso aos cuidados de saúde e aos procedimentos de asilo e a identificar as pessoas que precisam de proteção internacional. A Human Rights Watch afirmou, em 21 de agosto, que milhares de pessoas passaram quase três semanas a dormir ao ar livre, sem saneamento adequado nem acesso claro aos procedimentos legais.

A crise seguiu‑se a uma chegada em massa a partir de Marrocos, em 30 e 31 de julho, quando mais de 72 000 pessoas alcançaram Ceuta, segundo estimativas do governo espanhol. A maioria regressou entretanto a Marrocos, mas pelo menos 90 pessoas terão morrido durante o afluxo.

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