O ministro da Defesa da Bolívia afirmou que a primeira explosão “envolveu pólvora negra de material pirotécnico armazenado no local”, enquanto a segunda, “muito maior”, ainda está a ser investigada.
Pelo menos duas pessoas morreram e 81 ficaram feridas após duas explosões numa base militar na Bolívia, esta sexta-feira, segundo as autoridades.
O ministro da Defesa boliviano, Ernesto Justiniano, explicou que as fortes explosões ocorreram no Centro de Manutenção Geral RAM-2 “Bolívar”, em Viacha, a sudoeste da capital administrativa, La Paz.
Segundo Justiniano, o local era utilizado para armazenar “material pirotécnico”. Acrescentou que “não foi detonado qualquer tipo de armamento” durante o incidente.
“O mais importante esta noite é proteger as pessoas, socorrer os feridos, prosseguir a busca por aqueles que ainda não foram encontrados e garantir que as famílias só regressem a casa quando as condições forem seguras”, disse aos jornalistas, acrescentando que sete pessoas continuavam desaparecidas.
Imagens que estão a circular nas redes sociais e que parecem mostrar uma das explosões revelam uma enorme deflagração e uma coluna de fumo a erguer-se no ar.
Justiniano adiantou que as informações preliminares indicam que a primeira explosão “envolveu pólvora negra de material pirotécnico armazenado no local”, enquanto a segunda deflagração, “muito maior”, continua a ser investigada.
Num texto publicado na rede social X, o presidente boliviano, Rodrigo Paz, manifestou as suas “mais profundas condolências” às famílias das vítimas mortais e aos feridos nas explosões.
“Ordenei também uma investigação exaustiva, técnica e transparente ao que aconteceu”, escreveu. “Temos de apurar com absoluta clareza as causas deste incidente, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar quem é responsável”.